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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Limites bem definidos


Impressões Profissionais

por Débora Martins

Pois é, vivemos numa sociedade que nos leva a sentir culpa quando assumimos as rédeas do nosso destino. É... Quando deixamos de ser “bonzinhos”, mesmo que momentaneamente, sempre aparece alguém para nos cobrar algo. “Você tem que estar disponível” ou “Você tem que ser gentil com todo mundo”. “Você... Blá, blá, blá...” Eu digo que não!
Há momentos em que precisamos preservar nossa individualidade.
Isto não significa que irá tratar ninguém mal, tampouco fazer inimigos. Mas terá que ser duro com pessoas invasivas.
Sorrir, brincar, ser otimista e trabalhar com alegria é possível, mesmo nos momentos em que não queremos interagir.
Não precisa ser tão simpático o tempo todo. Mas é preciso haver limites bem definidos. Até porque todo e qualquer sucesso obtido no ambiente corporativo se baseia em resultados. A simpatia é o tempero que torna a competição menos amarga. Mas lembre-se do ditado que nossos avós repetiam com freqüência: "Não se faz uma omelete sem quebrar alguns ovos".


O melhor presente de Natal é aquele que toca nossos corações, mais do que uma lembrança é uma manifestação de amor. Em meus presentes procuro colocar sempre um pouquinho de mim.


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Débora Martins é jornalista, consultora e palestrante organizacional com ênfase em Gestão de Pessoas e Desenvolvimento de Talentos.
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terça-feira, 17 de outubro de 2006

Aprimore suas habilidades de bom ouvinte

Impressões Profissionais
por Débora Martins


Aprendemos a falar, ler e escrever quando ainda somos crianças, e aprimoramos essas técnicas no decorrer de nossas vidas. Hoje, dentro do ambiente organizacional, percebemos quão importante é treinar e desenvolver de maneira formal tais habilidades.

Acredito que tudo começa quando decidimos aprender a escutar.
Segundo estudo publicado na Supervisory Management, EUA, as pessoas passam 80% de suas vidas se comunicando. Desse total, 16% são gastos lendo, 9% escrevendo, 30% falando e 45% ouvindo.
A pesquisa ainda comenta o seguinte fato: as duas primeiras atividades são aprendidas na escola e a terceira é ensinada nos primeiros anos de vida. A escutar ninguém ensina, embora no dia a dia das organizações seja uma atividade tão, ou mais, importante que as outras.

Pode parecer simples, no entanto aprender a escutar é um processo complexo que exige certos princípios básicos, além de muita prática.
Um bom exemplo disso é uma história que o escritor americano Jeff Davidson colocou em seu livro.

Davidson conta que a primeira vez que percebeu sua deficiência comunicativa foi em uma reunião de negócios.
Segundo ele, um dos participantes tinha o hábito de gravar as conversas mais importantes; todas as vezes que se encontravam, lá estavam sobre a mesa o gravador e as fitas.

Certa vez, quando levou a fita para casa e resolveu escutá-la, ficou surpreso com a quantidade de idéias preciosas surgidas na reunião das quais já se havia esquecido. Lembra ainda que não fosse pela gravação metade das informações estaria perdida, pois mesmo suas anotações não cobriam tudo que estava registrado naquela fita. Então o escritor passou a se preocupar mais em escutar.
Descobriu que o melhor momento de registrar por escrito era depois, quando escutava fita.


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