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segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Críticos, lisonjeadores e metediços

por Débora Martins

Não, não, não e não. Sinto muito, mas não posso mais com essa gente.
Os críticos ainda dá pra engolir, geralmente estudaram, pesquisaram e muitas vezes não estão falando água. Afinal, se criticaram é porque conseguem identificar uma forma melhor ou diferente de fazer o que já foi feito.
Com os lisonjeadores é preciso ter cuidado. Lembra da máxima: se a esmola é demais o santo desconfia? Pois é, com esse povo é preciso ficar atendo. Tipo quatro olhos e meia boca. Quando o cara bajula demais... Hum... Sintomas de quem vai puxar-lhe o tapete.
Agora, com os metediços parei. Definitivamente, pessoas palpiteiras palpitam, mas não possuem argumentos consistentes (como os críticos) para fazer valer suas sugestões.
Juntando tudo, não há quem goste de pessoas que se intrometem em suas coisas, ou não?
Profissionalmente falando, estes três perfis acabam deixando o ambiente pesado, pois todo excesso é prejudicial.
Então, como lidar com eles?
Bem, acho que... Tu, tu, tu, tu, tu, tu, tu, tu, tu, tu...
Ué! Caiu a linha.
Enfim, encontre seu jeito. Com certeza será o mais eficaz.
O importante é não se deixar abater pelas críticas, elogios ou sugestões sem fundamento. Pense nisso!

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Débora Martins é jornalista, consultora e palestrante organizacional com ênfase em Gestão de Pessoas e Desenvolvimento de Talentos.
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quinta-feira, 17 de julho de 2008

Por que ouvir é tão importante?

Impressões Profissionais

por Débora Martins

Pergunte a si mesmo: Como me sinto quando alguém me ouve sem interrupções? Provavelmente se sentirá uma pessoa importante.
Pois é, este é o principal efeito que o saber ouvir causa nas pessoas.

É só ouvindo que conseguimos saber o que dizer. Além do mais, quando se ouve uma pessoa com a devida atenção, pode-se ganhar mais confiança e estabelecer uma relação de empatia.

Mas ouvir não é apenas um requisito para conquistar pessoas, também é fundamental para tornar nossa comunicação fluente e nosso trabalho mais leve. É o caminho pelo qual se criam laços e compromissos de afeto pela compreensão mútua.

Há muitas vantagens em saber ouvir:

Ouvir pode ser uma solução para fazer com que inimigos tornem-se amigos. Afinal, é quando damos ao outro o espaço e a oportunidade para que possa expressar sua opinião.

Na vida social, por exemplo, ouvir pode transformar “papos” informais em negócios e oportunidades.

Nos negócios, o simples fato de ouvir pode transformar um cliente aborrecido em um cliente satisfeito e, quem sabe, até fazer ganhar um amigo. Ouvir o cliente é dar atenção a uma pessoa que merece respeito e aceitação. Não tem nada a ver com as normas de atendimento de uma empresa, e sim com um comportamento que proporciona ganhos em nossas relações interpessoais.

O ato de ouvir é quase tão importante quanto "o que está sendo ouvido", o que nos garante assimilar as informações para aprender e, efetivamente, corresponder ao que foi transmitido.

Ouvir atentamente encoraja as pessoas a conversar e cria uma atmosfera muito mais agradável.


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terça-feira, 17 de junho de 2008

Escrever bem - Educação na Comunicação

por Débora Martins e Iolanda Moura

Seu Creysson, com toda sua sabedoria e dom da palavra, já tem um lugar garantido no programa Casseta & Planeta da Rede Globo. Infelizmente trata-se de uma caricatura bem fiel de grande parte de nossa sociedade. Engraçado só na TV.
Mas quem ainda não tem lugar garantido na telinha precisa empenhar-se um pouco mais, e tornar sua escrita e comunicação corretas e atraentes para seu público diário.

O objetivo, com a série de artigos sobre Educação na Comunicação, é alertá-los sobre quão importante é adquirir dotes intelectuais, instruir-se e, sobretudo, obter o que se deseja utilizando-se de cortesia, simpatia e amabilidade.

Escrever bem e se comunicar de forma clara e objetiva tornaram-se, sem dúvida, habilidades extremamente atraentes para o mercado de trabalho. O profissional que consegue redigir um bom e-mail, por exemplo, evita problemas entre departamentos da empresa, picuinha entre colegas, e fica livre de, posteriormente, gerenciar um eventual mal entendido.

Vejamos o seguinte exemplo:

Assunto: (em branco)
Data: Thu, 12 Jun 2008 16:10:54 –0300
De: fulano@...
Para: beltrano@...

Me manda todo material que fale sobre atendimento. Estou fazendo um trabalho academico sobre lideração de empresas no mercado e queria contar com vc, me manda livros que tratam sobre o tema. Pode enviar agora. Desde já agradeço e peço disculpas é que tenho pressa.


Afinal, o emissor (fulano) que escreveu o e-mail acima quer exatamente o quê?

Percebam também outros pontos importantes:

Assunto - No campo assunto não há assunto, está em branco, logo pode não ser respondido com a prioridade que se deseja ou nem ser aberto, podendo ser considerando um spam pelo receptor.

Saudação - Não existe.

Mensagem - Confusa. Será que se está pedindo, mandando, exigindo algo de alguém ou simplesmente é necessária uma colaboração para realizar o trabalho? Sem contar os erros. O pior é que tem gente com MBA escrevendo assim.

Despedida - Não existe.

Como você pode perceber, existem muitos pontos a serem trabalhados. No tema de hoje, vamos mostrar como reescrever este e-mail de forma mais agravável e atraente ao leitor/receptor desta mensagem.

Vejamos como ficaria melhor:

Assunto: Trabalho acadêmico - Preciso de sua ajuda
Data: Thu, 12 Jun 2008 16:10:54 –0300

De: fulano@...
Para: beltrano@...

Prezado Beltrano,
Bom dia!

Estou fazendo um trabalho acadêmico sobre empresas líderes no mercado em qualidade no atendimento. Gostaria de contar com sua ajuda. Preciso de indicação de livros, apostilas ou link para sites. Caso tenha algum material disponível, poderia me enviar? O trabalho é para a próxima semana.
Desde já agradeço.


Atenciosamente,
Fulano
(outros dados de assinatura)


Sentiram a diferença?
O que parecia algo agressivo e infantilizado para um estudante universitário, por exemplo, tomou forma e respeitou o leitor/receptor.
Além de mais educada, a mensagem, agora como um todo, ressalta a importância que o receptor tem para o emissor.

Considere:

E-mails empresariais melhor que sejam polidos e mais formais, eles podem ser considerados documentos, certo? Mas nada impede que alguém seja mais carinhoso ou bem humorado com quem se tenha afinidades, porém dentro de estritos limites, seguindo os preceitos empresariais de pouca intimidade no ambiente profissional. Momentos mais íntimos, apelidos carinhosos, não são para horário de trabalho. E é importante evitar a nova linguagem que voga na internet, de abreviaturas e símbolos.

A leitura sempre é importantíssima para melhorar a comunicação. Tudo de bom que se leia com atenção é fundamental. Para resultados mais diretos, neste caso, jornais e revistas são mais apropriados, porque usam linguagem mais técnica e objetiva. Livros não técnicos usam linguagem literária, com palavras raras, estilo e figuras de linguagem, aqui desnecessários.

Bom mesmo é ler muito, e fazer cursos, estudar sozinho, quando possível. Uma coisa que funciona bastante é escrever muitos textos pra si mesmo, pedir a alguém que os corrija, e depois escrevê-los de novo tentando acertar. Isto pode ser feito até mesmo com os vários e-mails enviados em um período.



Algumas dicas:
·depois de vírgula ou ponto dê espaço, e use letra maiúscula depois dos pontos, ex.: Então, mande-me o documento. Use este e-mail.
·não dê espaço entre uma palavra e a pontuação seguinte a ela, seja vírgula ou ponto, ex.: Então, mande-me o documento.
·o primeiro e-mail do dia deve ser iniciado com um cumprimento – olá, bom dia, boa tarde – depois de colocar o nome do destinatário, ex.: Joel, olá!
·em seguida deve-se ir direto ao assunto, evitando complicações ao escrever
·não se esqueça de ser sempre gentil



Iolanda Moura mantém o site www.letraguia.com.br e há mais de sete anos atua como revisora de textos via web. Possui licenciatura Plena em Letras, foi preparadora de alunos para concursos e atende a projetos de graduandos, mestrandos e doutorandos para revisão de teses em universidades como USP, UNICAMP, UFSC, UnB, FGV, etc.
E-mail: letraguia@yahoo.com.br