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quarta-feira, 18 de março de 2009

Consideração


Impressões pessoais e profissionais
por Débora Martins

Não sei se é a mudança no eixo da Terra ou algo que estão colocando na água dos reservatórios. Mas a questão é que o povo entrou numas de não ter mais respeito pelos outros. Caramba! Se esse fosse um comportamento vindo de crianças ou adolescentes que ainda estão em formação, seria até que aceitável, porém vem de gente grande que simplesmente não se importa. Outro dia uma mulher falava ao telefone enquanto um rapaz tentava ajudá-la com as sacolas. Ao jantar na casa de um amigo, as pessoas não foram porque apareceu uma baladinha legal. Na reunião com o cliente mais importante da empresa, alguém achou que era só mais um cliente e que não precisava nem servir café.
Tá certo... Pouco importa a atenção do rapaz. O amigo cozinhou o dia inteiro, mas tudo bem. Quanto ao cliente, gente, quem precisa deles, não é?
Por favor, me ajudem! Fiquei sem referência, afinal meus pais me ensinaram o oposto. Pior ainda, continuo disseminando esse conhecimento aos meus alunos. E agora, será que ensino certo? Nostradamus, por favor, nos explique! Tenho que apelar...
Minha amiga Rosana Giglio mora na Itália há cerca de cinco anos e comenta que em sua maioria as pessoas são o que são e não assumem compromissos para agradarem umas às outras. Disse que no começo assusta, mas que, no entanto, é o melhor modo de mostrar consideração pelo próximo. Como se sente uma pessoa desrespeitada? É fácil, ela deixa de se importar também. Bom mesmo é saber que há pessoas que valem a pena; já outras não, contudo sempre demonstrando consideração.

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Débora Martins é jornalista, consultora e palestrante organizacional com ênfase em Gestão de Pessoas e Desenvolvimento de Talentos.
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segunda-feira, 4 de agosto de 2008

In ou out, quem determina?

Impressões (muito) Pessoais

por Débora Martins

Um pensamento quadradinho, certinho, recheado de ordem e método e sem pretensão nenhuma de fazer alarde. Este é o jeito correto de agir. Será?

Teríamos, então, que falar sobre mulheres-aberrações, que contribuem para a educação de nossas crianças ensinando-as como se exibem para as mentes doentes dos pedófilos? (Opa! Sou mulher. Então, esse é um comentário considerado invejoso pela sociedade... Então ta!).

Podemos falar sobre os jovens de quarenta aninhos que dependem de seus pais, que peninha, são criancinhas que precisam de oportunidades. Empresários, vamos dar emprego para eles! E de política? Melhor não comentar...

Temos que estar na moda, ser sociáveis, amigos, e pessoas muito, muito agradáveis, sempre. Obviamente, isto ainda é possível. Mas quem disse que precisamos andar com a massa, ser a massa e contribuir com ela?

Podemos ser nós mesmos, com nossas mentes incríveis, e mudar o mundo, pelo menos o nosso. Desacreditamos da nossa sociedade. Por isto nos tornamos tão individualistas, desconsiderando o fato de que dependemos uns dos outros. Aprendemos com os outros, crescemos com os outros e precisamos de modelos. Precisamos de ícones para admirar. Na realidade, precisamos nos tornar estes ícones.

Todos os dias, logo pela manhã, leio artigos fantásticos sobre temas relacionados com crescimento, sucesso, mudança e superação. Seus autores não são grandes filósofos, muito pelo contrário, são homens e mulheres contemporâneos que decidiram reinventar a forma de pensar. E o que é melhor, dentro de um contexto realista.

Percebi que ainda somos capazes de nos surpreender e surpreender uns ao outros, sem medo do ridículo, sem medo do fracasso e o que é melhor com vontade de mudar. A nossa angústia de cada dia é positiva, é o que nos torna capazes de nos superarmos.

A ousadia renasce, as pessoas perdem o medo de permanecer na zona de conforto e partem para a luta. Como? Cada qual com as armas que possui. Mas estão tentando. Retomando os valores perdidos e sacudindo a letargia, essas são medidas de combate à inversão de valores de nossa sociedade.

Como diria Che Guevara "Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás."

Quando concordo eu agrado, quando discordo eu causo. Causando eu cresço, concordando eu esmoreço. Podemos mudar nossa sociedade. Por favor, pense nisso!

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Débora Martins é jornalista, consultora e palestrante organizacional com ênfase em Gestão de Pessoas e Desenvolvimento de Talentos.
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quinta-feira, 17 de julho de 2008

Por que ouvir é tão importante?

Impressões Profissionais

por Débora Martins

Pergunte a si mesmo: Como me sinto quando alguém me ouve sem interrupções? Provavelmente se sentirá uma pessoa importante.
Pois é, este é o principal efeito que o saber ouvir causa nas pessoas.

É só ouvindo que conseguimos saber o que dizer. Além do mais, quando se ouve uma pessoa com a devida atenção, pode-se ganhar mais confiança e estabelecer uma relação de empatia.

Mas ouvir não é apenas um requisito para conquistar pessoas, também é fundamental para tornar nossa comunicação fluente e nosso trabalho mais leve. É o caminho pelo qual se criam laços e compromissos de afeto pela compreensão mútua.

Há muitas vantagens em saber ouvir:

Ouvir pode ser uma solução para fazer com que inimigos tornem-se amigos. Afinal, é quando damos ao outro o espaço e a oportunidade para que possa expressar sua opinião.

Na vida social, por exemplo, ouvir pode transformar “papos” informais em negócios e oportunidades.

Nos negócios, o simples fato de ouvir pode transformar um cliente aborrecido em um cliente satisfeito e, quem sabe, até fazer ganhar um amigo. Ouvir o cliente é dar atenção a uma pessoa que merece respeito e aceitação. Não tem nada a ver com as normas de atendimento de uma empresa, e sim com um comportamento que proporciona ganhos em nossas relações interpessoais.

O ato de ouvir é quase tão importante quanto "o que está sendo ouvido", o que nos garante assimilar as informações para aprender e, efetivamente, corresponder ao que foi transmitido.

Ouvir atentamente encoraja as pessoas a conversar e cria uma atmosfera muito mais agradável.


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segunda-feira, 14 de julho de 2008

Sorriso não vende caixão, será?

Impressões Pessoais
por Débora Martins

Quando Marlene e o esposo chegaram à funerária, o atendente era a expressão pura da felicidade, completamente o oposto dos visitantes, cabisbaixos e com olhares distantes. Lamentavelmente, Marlene precisava escolher um caixão para enterrar sua mãe.
Abre tampa, fecha tampa, bate na madeira e consulta preços. Situação miserável, essa.
Sorrisos, gentilezas e constantes cuidados foram a tônica da negociação de compra e venda de um maldito caixão. Negócio fechado e selado com um cheque e um longo abraço. Cada um segue seu caminho.
Daí, algumas pessoas se perguntam: Sorrisos num momento desses? Quem pode julgar? Afinal não estamos na pele de Marlene, não é?
Naquele instante o sorriso meigo do rapaz conseguiu transmitir credibilidade e conforto para aquela família. Por maior que fosse a dor, o rapazinho não tinha motivos para tratá-la de forma diferente, afinal estava fazendo seu melhor. Independentemente do ramo de atividade da empresa, um colaborador que consegue sentir as necessidades do cliente e tratá-lo com empatia, este sim coloca alma no que faz.

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segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Com quem podemos contar?

Impressões Pessoais
por Débora Martins

De repente, você se dá conta de que não pode contar com ninguém. Nossa, que coisa lastimável... Se pudesse descrever este sentimento seria algo como sentir uma pressão acústica, um silêncio interno momentâneo, ou ainda a sensação de ouvido tapado.
É por isso que se generaliza, como fiz no primeiro parágrafo: “não se pode contar com ninguém”.
Será? Geralmente as pessoas descobrem isso da pior maneira, quando se precisa de uma doação de sangue, por exemplo.
Contudo, mesmo vivenciando a mesma situação, é também possível descobrir que sempre se pode contar com muitas pessoas, embora, e inclusive, nunca se tenha acreditado ser possível.
Na realidade é tudo uma questão de ponto de vista, momentos e impressões.
O surpreendente é que, se prestarmos mais atenção, veremos que os grandes momentos da vida vêm por si mesmos.
O que verdadeiramente todos precisam é de um apertado e longo abraço. Prescrito em dose diária.

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domingo, 26 de agosto de 2007

Horóscopo da semana para todos os signos

Olá! Profissionais,

Estamos na sétima lunação do ano, quando Saturno e Netuno estão em oposição, proporcionando assim um período muito favorável para confrontar a imaginação com a realidade.
Horóscopo? Saturno? Talvez você esteja se perguntando... O que é isto? Calma! Você não está lendo o boletim errado, não.
Se você quer que Saturno se exploda, tudo bem. Se você nem olha para Lua, tudo bem também.
No entanto, uma coisa que não se pode ignorar é o fato de que estamos trocando energias com as outras pessoas o tempo todo. Independentemente de nossas crenças, é muito importante saber respeitar as outras verdades. Nesta próxima semana, seja qual for a lunação, a minha dica é olhar para si com mais auto-estima e autoconfiança. Somos únicos e preciosos.
Portanto, saber respeitar o próximo é respeitar a si mesmo. Pense nisso!

Um forte abraço,

Débora Martins

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sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

Esperando florescer

por Débora Martins

No último dia das mães eu estava lisa. Não que eu tenha feito chapinha no cabelo, não. Estava zerada, desprovida, dura, duranga, sem nenhum tostão furado. É, isso acontece!
Mas, como você sabe, mãe é mãe, e aparecer neste dia sem nenhuma “lembrancinha” é lamentável.
Sem saída, fiz uso de todos os meus dotes e habilidades no photoshop para produzir um cartão. Com papel fotográfico criei balões coloridos com fotos de meus irmãos e sobrinhos.
Dei um jeitinho e comprei um vaso de lírio para não chegar de mãos abanando. Durante o percurso até a casa de minha mãe, o vaso, que estava sem apoio adequado, conheceu cada canto do meu carro. O saldo foi um estofamento coberto de pólen e uma planta sem flores.
Definitivamente, aquele não era meu dia.
Bem, se minha mãe gostou do cartão acho que nem preciso falar, agora com relação à flor... apenas um sorriso.
Seis meses depois o lírio finalmente voltou a florescer e minha mãe agora é só alegria. Ufa! Eu acho que fui perdoada.
Acho que não há mágoa que resista a um belo lírio lilás - como se coração de mãe guardasse mágoa!
Embora nossas vidas sejam corridas e os altos e baixos nos coloquem em situações difíceis, sempre poderemos contar com as pessoas que nos amam. Lembre-se disto!