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segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Relacionamento requer investimento

Impressões Pessoais
por Débora Martins

Quem disse que seria fácil?
Obviamente, isto dará um trabalho danado. Afinal, requer tempo, desprendimento e um gasto enorme de energia por conta dos “vampiros espirituais”, lembra?
Geralmente as pessoas se retraem por causa de decepções vividas em outras épocas e em áreas diferentes de sua vida; logo, pensam em confiança e se perguntam: Será que devo confiar nesta ou naquela pessoa?
Calma, quem disse que as cosias têm que ter uma resposta imediata do tipo “sim, sim” ou “não, não”? Você pode desenvolver relacionamentos mais leves, confiáveis e, por que não, descomprometidos. É saudável se preocupar com a qualidade de nossos relacionamentos, sejam eles sociais, profissionais, afetivos ou familiares. Mas como fazer?
Valorize-se, ou melhor, imponha seus limites.
Quando seus pais lhe ensinaram, lá na infância, a criar e manter bons relacionamentos, também ressaltaram a importância de ver todos com bons olhos; ou seja, tenha UMA ATITUDE POSITIVA com relação ao outro, mas não deixe que abusem de você.
A mágica dos bons relacionamentos está associada ao investimento que estamos dispostos a fazer para cada um deles.















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Débora Martins é jornalista, consultora e palestrante organizacional com ênfase em Gestão de Pessoas e Desenvolvimento de Talentos.
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segunda-feira, 12 de maio de 2008

A importância dos bons relacionamentos deve começar desde cedo

Impressões Profissionais
por Débora Martins

Família, vizinhos e sociedade
A Dona Cida sempre me pedia para ir ao mercadinho do bairro para ela, nossa, que mulher mais filha da mãe... Nunca me deu um centavo e ainda conferia o troco na minha cara, que raiva!
Já com Dona Célia o negócio era diferente, ela era esposa do seu Milton, o policial militar lá da rua. Com ela, além de receber uns trocados sempre era oferecido um copo de suco geladinho, não daqueles de dar dor no dente. Ou, como dizia a minha mãe, um suco “fresco e natural”, como se tivesse acabado de ser feito.
Tinha mais um monte de gente lá na rua. Gente chata, gente legal, alguns misteriosos e outros praticamente invisíveis.
No entanto, todas estas pessoas foram fundamentais para que eu começasse a compreender a importância de relacionar bem, desde cedo.

Fazendo valer a pena
Relacionar-se bem. Talvez você esteja se perguntando se vale a pena. Bom, nunca deixei de ir ao mercadinho para Dona Cida. Calma, não estava louca nem era uma masoquista mirim, apenas havia recebido orientações por parte de meus pais para tratar todo mundo bem, inclusive os idosos.
No caso da Dona Célia era a mesma coisa, não era porque ganhava uns trocados e bebia aquele suco delicioso que iria atendê-la de forma diferente, puxando o saco ou coisa parecida. Afinal, ambas necessitavam dos meus “préstimos infantis”, e não me custava nada andar, com minhas pernas gordinhas, dois pequenos quarteirões até o mercadinho.

Cadê o reconhecimento?
Mas, será que elas reconheciam meu esforço? Será que percebiam que eu era diferente das outras crianças?
Para falar a verdade, este reconhecimento nunca aconteceu. É claro que às vezes ficava chateada, mas como sempre fui orientada para compreender que algumas pessoas valorizam o que fazemos e outras nem tanto, bem, isso não era um problema para mim.
Gente, não fui criança modelo, não! Muito pelo contrário, abaixo revelo qual é “o pulo do gato”, ou seja, o que contribuiu e contribui até hoje para minha compreensão sobre a importância dos relacionamentos:

“Ajude seu filho a formar bons hábitos enquanto ainda é pequeno. Assim, ele nunca abandonará o bom caminho, mesmo depois de adulto.”
- Provérbios 22:6

Nota: Minha Bíblia é Viva, ou seja, tem uma nova tradução, portanto entenda Ajude como Ensine.

Fazendo um exercício constante
Que tal fechar os olhos por alguns instantes (depois de ler este parágrafo) e viajar até sua infância, para recordar quais orientações recebeu de seus pais, você topa?

Algum tempo depois...

Se você só viveu episódios maravilhosos, yes!
Parabéns, por ter encontrado pessoas como seus pais, que serviram de exemplo para construção de bons relacionamentos em sua vida.
Não foi assim? Sinto muito caso suas lembranças não tenham sido tão agradáveis. Porém, caso forçasse um pouco mais sua memória, você certamente encontraria alguns episódios bem sucedidos.

Mas não fique triste, e perceba que isto não acontece somente com você; acompanhe o caso de um aluno meu:

Certa vez, pedi a um aluno para fazer este exercício em sala. Infelizmente ele somente tinha lembranças de sua mãe debruçada sobre o portão, falando mal dos vizinhos.
Orientei-o a direcionar seus pensamentos a alguma outra pessoa. O aluno então escolheu pensar em seu pai, o que foi muito pior, pois somente recordava diálogos cheios de preconceito e racismo.
Foi aí que ele percebeu que desde sua infância nunca tinha conseguido exemplos de como se relacionar de forma harmoniosa com as pessoas.
Opa, opa, opa! Nada de culpar seus pais ou familiares pelo fracasso de suas relações atuais.
Todos os pais “pecam” na educação dos filhos, esta tarefa “não é mole”. Pessoas adultas precisam se conscientizar disto e encontrar meios independentes para persistir nos seus propósitos, além de respeitar os pais pelo que naturalmente são e pelo que lhes fizeram de bom.
Agora, se sentir que isso é impossível, não fique triste. Talvez ainda não tenha chegado sua hora de perceber este fato.

Nem sempre nossa história tem um início feliz
Olhe para cima, para baixo, para a esquerda e para a direita. Procure em todas as direções da sua vida exemplos de pessoas que você admira; com certeza, em algum momento, fizeram algo para te conquistar. O que foi?
Mergulhe nas dimensões do seu inconsciente e aprenda a perdoar cada personagem que você considera falho em sua história, e aprenda também a valorizar os que te valorizam.
Portanto, tome consciência de que é muito importante gerenciar suas relações, independentemente do meio em que convive e da educação que recebeu.
É isso mesmo, educação! O que faz toda a diferença.


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