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terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Copiadores de idéias


Impressões Profissionais
por Débora Martins

De que me adianta visitar o site X para ler a mesma notícia que foi publicada no site Y? Ah... Mas, estou sendo injusta, afinal, no site Y foi postada por outra pessoa. Quanta originalidade! Sem contar o fato dos direitos autorais, estes completamente negligenciados, mas tudo bem...Tudo bem uma ova!

Desculpe, leitor, porém creio que as pessoas precisam voltar a ter suas próprias idéias. Não dá pra viver como se fosse na novela, em que as pessoas entram gritando num escritório, transam em cima da mesa de reunião e, dissimuladas, tramam tomar a presidência da empresa. Sim, já ia me esquecendo: todo mundo loirinho e na moda, é claro.

Gente, o negócio é sério. Durante toda a minha trajetória profissional, nunca vi tanto desrespeito ao conhecimento alheio como nos dias de hoje. Tem gente que parece zumbi, copia e cola um punhado de caracteres sem ao menos compreender o discurso do texto que subtraiu. Falta de estrutura cognitiva, auto-sabotagem ou ingenuidade?

Indignação? Não, já passei dessa fase. Sou educadora, e o que realmente me importa não é a questão da propriedade intelectual propriamente dita, afinal a informação deve circular. O grande problema está no empobrecimento relativo à capacidade do indivíduo em transmitir algum valor real para o ambiente em que interage.

Antigamente, quando tínhamos alguma dificuldade, como escrever, por exemplo, o que fazíamos? Buscávamos ajuda. Aprendíamos.

O mais cabalístico é que não estamos falando de pessoas desinformadas, não. São gestores de empresas que passam aos seus subordinados um amontoado de informações sem estabelecer critérios de veracidade e aplicabilidade.
Daí o subordinado segura a folha de papel e diz: “O que isto tem haver com nosso trabalho mesmo? Acho que o chefe é quem deveria ler isto”.

Pera aí. Será que o chefe leu antes de distribuir?

Comunicar é socializar. Não é apenas passar uma informação adiante, mas explicar no que esta pode ser útil dentro do nosso contexto e, sobretudo, beber de uma fonte da qual, no mínimo, respeitamos o autor.

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Débora Martins é jornalista, consultora e palestrante organizacional com ênfase em Gestão de Pessoas e Desenvolvimento de Talentos.
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domingo, 3 de agosto de 2008

Você pode dizer não ao seu cliente, sabia?

Impressões Profissionais

por Débora Martins

Talvez você esteja pensando que isto é loucura, mas em alguns casos é a atitude mais sensata a ser tomada.
Muitos possíveis clientes têm como técnica de negociação depreciar o trabalho do fornecedor para obter vantagens. É típico ouvir coisas do tipo “eu te ajudo e você me ajuda” ou “me dá um desconto generoso, seremos parceiros”. Entenda como “trabalhe de graça”.
Acredite, às vezes recusar um trabalho soma mais pontos do que você imagina. De nada adianta dedicar-se a um projeto que não resultará em três bases fundamentais: progresso profissional, satisfação pessoal e retorno financeiro. Quem não leva em conta o valor de sua organização nem seus anos de experiência não merece seu respeito.
Portanto, da próxima vez que sentir que seu trabalho foi desrespeitado, que sua proposta foi recebida com desdém ou comparada a algo visivelmente inferior, não hesite em dizer não.

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Débora Martins é jornalista, consultora e palestrante organizacional com ênfase em Gestão de Pessoas e Desenvolvimento de Talentos.
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quinta-feira, 15 de maio de 2008

O que está acontecendo com a nossa educação?

Impressões Pessoais
por Débora Martins

Sei lá, parece que depois da criação do Estatuto da Criança e do Adolescente alguns pais se tornaram pouco inteligentes ou acomodados.
Falando de Estatuto, no primeiro artigo, por exemplo, a lei exige “proteção integral à criança e ao adolescente”; isto é maravilhoso.
Sem ironia, temos um governo que se preocupa e assegura o bem-estar dos nossos jovens. No entanto, a lei não diz aos pais, em momento algum, que estão isentos de educar seus filhos para respeitarem o próximo.
Tem dúvidas? Basta ir ao restaurante mais próximo de sua casa e verá crianças literalmente pisando nos outros, desperdiçando comida e proferindo palavras ofensivas a qualquer pessoa, sem que os pais levantem uma só sobrancelha de preocupação.
Pais, não se tomem das dores do mundo, estou apenas expressando minha opinião.
Porém, observem-se!

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segunda-feira, 12 de maio de 2008

A importância dos bons relacionamentos deve começar desde cedo

Impressões Profissionais
por Débora Martins

Família, vizinhos e sociedade
A Dona Cida sempre me pedia para ir ao mercadinho do bairro para ela, nossa, que mulher mais filha da mãe... Nunca me deu um centavo e ainda conferia o troco na minha cara, que raiva!
Já com Dona Célia o negócio era diferente, ela era esposa do seu Milton, o policial militar lá da rua. Com ela, além de receber uns trocados sempre era oferecido um copo de suco geladinho, não daqueles de dar dor no dente. Ou, como dizia a minha mãe, um suco “fresco e natural”, como se tivesse acabado de ser feito.
Tinha mais um monte de gente lá na rua. Gente chata, gente legal, alguns misteriosos e outros praticamente invisíveis.
No entanto, todas estas pessoas foram fundamentais para que eu começasse a compreender a importância de relacionar bem, desde cedo.

Fazendo valer a pena
Relacionar-se bem. Talvez você esteja se perguntando se vale a pena. Bom, nunca deixei de ir ao mercadinho para Dona Cida. Calma, não estava louca nem era uma masoquista mirim, apenas havia recebido orientações por parte de meus pais para tratar todo mundo bem, inclusive os idosos.
No caso da Dona Célia era a mesma coisa, não era porque ganhava uns trocados e bebia aquele suco delicioso que iria atendê-la de forma diferente, puxando o saco ou coisa parecida. Afinal, ambas necessitavam dos meus “préstimos infantis”, e não me custava nada andar, com minhas pernas gordinhas, dois pequenos quarteirões até o mercadinho.

Cadê o reconhecimento?
Mas, será que elas reconheciam meu esforço? Será que percebiam que eu era diferente das outras crianças?
Para falar a verdade, este reconhecimento nunca aconteceu. É claro que às vezes ficava chateada, mas como sempre fui orientada para compreender que algumas pessoas valorizam o que fazemos e outras nem tanto, bem, isso não era um problema para mim.
Gente, não fui criança modelo, não! Muito pelo contrário, abaixo revelo qual é “o pulo do gato”, ou seja, o que contribuiu e contribui até hoje para minha compreensão sobre a importância dos relacionamentos:

“Ajude seu filho a formar bons hábitos enquanto ainda é pequeno. Assim, ele nunca abandonará o bom caminho, mesmo depois de adulto.”
- Provérbios 22:6

Nota: Minha Bíblia é Viva, ou seja, tem uma nova tradução, portanto entenda Ajude como Ensine.

Fazendo um exercício constante
Que tal fechar os olhos por alguns instantes (depois de ler este parágrafo) e viajar até sua infância, para recordar quais orientações recebeu de seus pais, você topa?

Algum tempo depois...

Se você só viveu episódios maravilhosos, yes!
Parabéns, por ter encontrado pessoas como seus pais, que serviram de exemplo para construção de bons relacionamentos em sua vida.
Não foi assim? Sinto muito caso suas lembranças não tenham sido tão agradáveis. Porém, caso forçasse um pouco mais sua memória, você certamente encontraria alguns episódios bem sucedidos.

Mas não fique triste, e perceba que isto não acontece somente com você; acompanhe o caso de um aluno meu:

Certa vez, pedi a um aluno para fazer este exercício em sala. Infelizmente ele somente tinha lembranças de sua mãe debruçada sobre o portão, falando mal dos vizinhos.
Orientei-o a direcionar seus pensamentos a alguma outra pessoa. O aluno então escolheu pensar em seu pai, o que foi muito pior, pois somente recordava diálogos cheios de preconceito e racismo.
Foi aí que ele percebeu que desde sua infância nunca tinha conseguido exemplos de como se relacionar de forma harmoniosa com as pessoas.
Opa, opa, opa! Nada de culpar seus pais ou familiares pelo fracasso de suas relações atuais.
Todos os pais “pecam” na educação dos filhos, esta tarefa “não é mole”. Pessoas adultas precisam se conscientizar disto e encontrar meios independentes para persistir nos seus propósitos, além de respeitar os pais pelo que naturalmente são e pelo que lhes fizeram de bom.
Agora, se sentir que isso é impossível, não fique triste. Talvez ainda não tenha chegado sua hora de perceber este fato.

Nem sempre nossa história tem um início feliz
Olhe para cima, para baixo, para a esquerda e para a direita. Procure em todas as direções da sua vida exemplos de pessoas que você admira; com certeza, em algum momento, fizeram algo para te conquistar. O que foi?
Mergulhe nas dimensões do seu inconsciente e aprenda a perdoar cada personagem que você considera falho em sua história, e aprenda também a valorizar os que te valorizam.
Portanto, tome consciência de que é muito importante gerenciar suas relações, independentemente do meio em que convive e da educação que recebeu.
É isso mesmo, educação! O que faz toda a diferença.


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quinta-feira, 8 de maio de 2008

Nossos relacionamentos

Impressões Profissionais
por Débora Martins

Durante toda minha infância, uma das coisas que mais me aborrecia era lidar com crianças egoístas, isso mesmo, aquelas bem chatinhas, sabe?
Crianças que na escola não emprestavam seus lápis de cor, nunca partilhavam seu lanche, e jamais demonstravam interesse em ajudar os outros.
Sem contar aquele tipo de pestinha que para tudo recorria à desculpa da mamãe, “Minha mãe não deixa!”, “Minha mãe não quer!” O duro que é que este argumento era utilizado para as coisas mais bobas do mundo.
Mas não foi só na escola que tive oportunidade de conhecer crianças assim. Lá na rua, por exemplo, tinha uma menina que oferecia refrigerante para mim e para meus irmãos, mas na hora em que colocávamos os lábios no canudo a sem vergonha apertava-o com os dedos regulando a quantidade, é mole?
Enfim, estas crianças cresceram, mas por experiência própria (infelizmente) descobri que continuam adotando estes comportamentos no seu dia-a-dia, só que com um agravante, agora são adultos... Será?!
Afinal, do que estamos falando? Simples: RELACIONAMENTO!
Pois é, relacionamento é uma grande sacada, pois é por meio de nosso comportamento pessoal e social que conseguimos conviver com qualidade e obter vantagens em todas as esferas de nossa vida.
Só lembrando, não tenho como pretensão debater, tampouco me aprofundar, em temas psicológicos, científicos ou até mesmo espirituais, deixo para os especialistas.
O que quero mesmo é dividir com você meu conhecimento e minhas experiências, e falar acerca de como é importante se relacionar de forma saudável. Quem já conhece meu estilo, debochado e direto, bem, sabe que falo algumas verdades sobre relacionamento. Portanto, sinta-se à vontade para rir, chorar, mostrar para alguém ou, se for o caso, vestir a carapuça... Ahahah...
É a lei do retorno:
Lembre-se de não brigar com o garçom para que seu lanche não seja maculado.
Cumprimente o porteiro do prédio para que ele não te deixe na chuva por muito tempo. E assim por diante...
Para mim é muito importante esclarecer que meus artigos (de vocabulário simples) têm como único objetivo ajudá-lo a refletir sobre seus relacionamentos, sejam eles pessoais ou profissionais.
Portanto, façam seus meus lápis de cor... Ah, sim, minha mãe deixa!


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quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Nossas Verdades

Impressões Pessoais
por Débora Martins

Aquilo em que acredito nem sempre é em que os outros acreditam.
Confuso? Não, basta olhar além para entender que nem sempre o que temos como verdade faz sentido para as outras pessoas.
Olha que papinho cabeça... Pode até parece, mas se faz necessário compreender porque tantas e tantas vezes parece que somos alienígenas diante de algumas situações. Vejamos, por exemplo, o caso da consideração. Se você foi criado em uma família que preza pelo respeito e consideração ao próximo vai aplicar tais princípios no decorrer de sua vida. Já um sujeito que (infelizmente) não teve a mesma educação desconhece tal palavra, quanto mais sua aplicação prática. Ou seja, jamais poderemos exigir dele tal comportamento. Entristeceu-se? Que pena, mas é a realidade.
Compreender as verdades alheias nos faz crescer fortes e inteligentes. Ops! Pera aí, acho que esta parte "crescer fortes e inteligentes" é o slogan de uma marca de yogurte... Eheheh.

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sábado, 7 de julho de 2007

Quantas chances você tem?

Eu sou do tipo que dá até umas 101 chances, ou pelo menos dava, até agora.
Como vocês sabem, acredito no ser humano e em sua capacidade de se reinventar, conquistar e fazer coisas grandiosas. No entanto, ao digitar as primeiras palavras deste editorial tive um súbito ataque de egoísmo, e pensei: Tudo tem limite! Às vezes não me dão nem a primeira chance.

Por isso, sempre saliento em minhas palestras quão importante é estabelecer relacionamentos saudáveis. É claro que às vezes nos enganamos com as pessoas, mas isso não é motivo para assumirmos posições egoístas, introspectivas, até mesmo ríspidas. Como diz minha amiga Roselaine Leme: "Tem pessoas que vão e vêm, mesmo que seja por um tempo determinado, pra nos dar algum sinal..."
Olhando pelo lado positivo é só aprendizado. No dia-a-dia temos que nos relacionar com diferentes tipos de pessoas nas mais diversas situações; agora, se não vivenciarmos situações negativas, como saberemos avaliar nosso comportamento e lidar com isso?
Portanto, dê-se uma chance de errar para assim aprender. Pense nisso!

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terça-feira, 3 de abril de 2007

Opa! Nada de melancolia

“Eu vivia cheio de esperança
E de alegria eu cantava, eu sorria
Mas hoje em dia eu...”


Já estava se emocionando? Bem, quem se lembrou de Manacéia e da velha guarda da Portela estava certo. Tempos atrás, Marisa Monte se lembrou deles e lhes fez uma belíssima homenagem.
Opa! Nada de melancolia. Comigo é só alegria, inclusive tem até um médico me estudando... É, tentando desvendar a minha fórmula... Ahahah!
Lembrarmos das pessoas que amamos e admiramos, ligar de vez em quando, responder aos seus e-mails ou simplesmente citá-las em nossas preces também pode ser uma ótima forma de homenagem.
Hoje estamos aqui, mas e amanhã? Pense nisso!

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

Quantos anos você tem?

Enquanto as outras crianças corriam dos velhos, achando-os chatos e mal cheirosos, eu sempre fazia o oposto. Na verdade sempre gostei da velhice.
Não sei se foi pela criação ou se é algo da minha personalidade, mas desde que me conheço por gente sempre apreciei ficar horas conversando com pessoas mais velhas.

Nunca vi chatice nem senti cheiro ruim, mas aprendi sobre política, economia, sobre a sociedade, e principalmente sobre o futuro.
É claro que a maioria das coisas que ouvia deles era senso comum, mas percebia que os discursos tinham um único objetivo, o de me alertar sobre como viver neste mundo.

Nos dias de inverno, quanto batia aquele solzinho gostoso logo pela manhã, lá estavam os velhinhos do bairro debaixo do abacateiro. Minha mãe temia que um abacate causasse um óbito em frente ao seu portão, e insistia para que entrassem para um café.

Durante muitos anos (debaixo do abacateiro e sem óbitos) ouvi várias histórias. Falavam sobre Getúlio Vargas, comentavam a viagem do homem à lua, reclamavam de seus filhos e do período de ditadura que o país enfrentara. Apesar da idade avançada seus corpos eram esbeltos, pois na juventude as coisas não eram fáceis, o trabalho era duro, o transporte era escasso e tinham-se que percorrer longas distâncias a pé.

Nossa! Que saudades. Mudei de bairro, e ao longo dos anos sempre recebia a notícia da morte de um deles. Depois do enterro (a que eu nunca fui) ia visitar os vivos, como forma de consolo. Até que um dia todos se foram.

Podemos aprender muito com quem está disposto a ensinar. Se tivermos interesse em aprender algo, nada mais adequado do que beber na fonte da experiência de pessoas que viveram mais do que a gente.

Uma coisa que aprendi é nunca jogar ninguém fora.

Hoje percebo que não existe velho chato nem mal cheiroso, o que há são pessoas mal-humoradas que, mesmo jovens, aperfeiçoam a técnica e o cheiro desta sua condição. Bem, isso é conseqüência.


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