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quarta-feira, 11 de outubro de 2006

Boca grande gera desemprego

Impressões Profissionais
por Débora Martins

Vivemos em tempos de relacionamento, portanto, vale prestar atenção a alguns pontos importantes para evitar erros ou acarretar prejuízos à sua carreira.

Aquelas horas de descontração no escritório, o almoço ou a saída com os colegas de trabalho, ao término do expediente, estes são ótimos momentos para colocar a conversa em dia.

Porém, tornou-se muito comum ouvir em locais públicos pessoas comentando sobre fatos negativos relacionados a seus clientes ou à empresa onde trabalham. Na maioria das vezes estes comentários incluem “nome e sobrenome”. O que a princípio pode parecer apenas uma colocação sem importância pode ter um peso relevante na captação de novos clientes.

Quando um funcionário adota este tipo de comportamento, sem que perceba, está declarando publicamente sua insatisfação com o respectivo emprego, além de difamar a imagem do cliente, conseqüentemente colocando em risco parcerias e negociações de sua empresa.

Este comportamento acontece com profissionais de várias áreas, que não estão preparados ética e emocionalmente para atuar em atividades relacionadas ao trato com clientes. É possível que o processo de terceirização, assim como qualquer mudança interna, faça o funcionário se sentir sem identidade. Mesmo assim, não existe justificativa para tal postura.

Portanto, é preciso resgatar a cultura de colaborador, o funcionário precisa voltar a vestir a camisa de sua empresa, sendo ético e agindo de acordo com as normas e procedimentos de sua organização.

Este, com certeza, não é um trabalho fácil. Porém, tornar o funcionário parte de alguns processos internos e envolvê-lo em atividades pode ser uma boa opção de integração.

Conhecer o organograma da empresa, as metas, os resultados alcançados, saber sobre o lançamento de novos produtos e serviços, participar de murais e ter acesso a Intranet, são itens primordiais para que o funcionário se sinta parte integrante do processo de conquista e retenção de clientes.


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domingo, 3 de setembro de 2006

Motivação - um Diferencial Competitivo

por Débora Martins

Anos atrás, quando era funcionária de uma grande empresa de call center em São Paulo, procurei minha chefe no meio do expediente para pedir demissão.
Ela sugeriu que eu fosse embora para casa e refletisse sobre o assunto, uma vez que eu tinha apenas três meses na empresa.

Na época, supervisionava uma equipe pequena, com apenas vinte teleoperadores. Tinha poucas dificuldades em lidar com a equipe, pois procurava fazer todo o possível para manter o entusiasmo em alta. Os teleoperadores, por sua vez, correspondiam a minhas expectativas, sempre proativos e produtivos. Em outras palavras, uma equipe que não dava trabalho.
Algumas coisas que eu geralmente fazia eram reuniões diárias; leitura de artigos do interesse da equipe; brincadeiras; presentes surpresa; bilhetinhos com frases de incentivo ou citações; massagem nas costas dos teleoperadores; monitoração constante; conversas particulares; e outras.

Enfim, estava sempre em harmonia com minha equipe, pois meu principal objetivo era manter bom o ambiente.
Então, meu pedido de demissão era inaceitável para minha chefe. Para ela, que gerenciava cerca de trinta supervisores, eu também não dava o menor trabalho, nunca qualquer membro da minha equipe agiu de forma anárquica lhe levando problemas, coisa muito comum na empresa.

Eu não era nenhum fenômeno, nem pretendia ser, apenas fazia meu trabalho de forma motivada. Infelizmente a empresa não reconhecia meu talento e, sim, eu realmente me demiti. Acredito ter tomado a decisão correta. Ao invés de ter um colapso nervoso ou manchar minha imagem no mercado, cuidar da minha vida era, com certeza, a melhor opção.

Para que explodir, ter crises de choro, adquirir uma úlcera, criar panelinhas e demonstrar minha insatisfação a todos? Que nada, prefiro me poupar de tudo isso.
Hoje, depois de quase oito anos, tenho um ótimo relacionamento com todos os colegas que deixei na empresa, inclusive com a ex-chefe.

Calma! Não quero que, ao ler este artigo, você se levante e peça demissão. Mas é bom refletir sobre se está motivado.

A motivação individual é um diferencial competitivo. É o impulso fundamental para gerar um comportamento positivo. Segundo HERSEY&BLANCHARD [1986, p.18], "a motivação das pessoas depende da intensidade dos seus motivos, que podem ser definidos como necessidades, desejos ou impulsos oriundos do indivíduo e dirigidos para objetivos, que podem ser conscientes ou subconscientes".

No processo comportamental, a motivação será responsável pela energia que o indivíduo alocará para executar a ação. Traduzindo para o ambiente organizacional, podemos dizer que se trata de habilidade para se reinventar como ser humano, e assim estabelecer um relacionamento de interação grupal no trabalho, compreendendo melhor os colegas, clientes e superiores. Independentemente da profissão, buscar a motivação interna sem esperar nada de ninguém é uma decisão inteligente. Talvez você esteja no lugar errado fazendo as coisas certas. Portanto, ao invés de demonstrar sua desmotivação ao outros busque a alternativa mais saudável para você.


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