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segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

Eu fui bem! Mas, por que não me contrataram?

por Débora Martins

Já ouvi muitas pessoas dizerem a mesma coisa ao término de uma entrevista ou dinâmica de grupo.
Geralmente o candidato se pergunta porque não foi contratado, pois na sua concepção teve boa participação.
Neste mercado tão competitivo as pessoas ficam desesperadas em busca de uma colocação, e quando se trata de uma vaga atraente isso mexe com os nervos.

É importante compreender que nem sempre o perfil do candidato é adequado para a vaga.
Seu perfil: você é dinâmico, ótimo.
A vaga: alguém para carimbar papéis.
Motivo da não contratação: você morreria de tédio.
Entendeu?

Eu poderia escrever abaixo o que fazer e o que não fazer numa entrevista de emprego, porém textos assim há de sobra na Internet, prefiro comentar sobre coisas que já vivenciei, e daí você tira suas próprias conclusões.

Vejamos alguns perfis interessantes:

Preciso de respostas – Existem pessoas que ligam para o selecionador perguntando o que aconteceu, em alguns casos chegam a ser agressivas ofendendo o profissional; ou, ainda, prensam o psicólogo na porta da sala e o fazem dizer, na marra, o porquê de o perfil dele não se encaixar na vaga. É algo extremamente constrangedor, que fecha as portas para uma nova oportunidade.

Consultoria - Tem gente que quer consultoria gratuita. Alguns candidatos não se contentam com as informações fornecidas pelo selecionador e o pressionam para obter um feedback pessoal.
Por um lado isso é positivo, querer melhorar é muito bom; porém, peça ajuda a um profissional, conselhos a um amigo, ou leia bons livros. Evite, sempre que possível, demonstrar ansiedade às pessoas, principalmente quando se trata de conseguir um emprego.

Queridinho – Tem candidato que puxa o saco até da Tia do café durante a dinâmica de grupo, se esquece de ser natural e passa a ser o assistente-facilitador, até distribui canetas para os demais candidatos.
Muitas pessoas não sabem como se comportar numa dinâmica de grupo. Minha dica é: seja você mesmo!
Independentemente da atividade sugerida em sala, o que conta é a sua natural participação.

Mãeee – Quando se contratam menores de dezoito anos é aceitável a companhia de pais ou responsáveis, uma vez que até possam ser necessários para assinar documentos. Para quem é maior de idade aparecer acompanhado da mãe em uma entrevista é extremamente depreciador, ou seja, queima seu filme. Em muitos casos a mãe passa a fazer as perguntas para o selecionador e também responde pelo filho.

Coitadinho – Todos temos problemas, isso é fato, cada um em determinada proporção. Expor seus problemas ao selecionador durante uma entrevista de emprego não facilita as coisas. Esteja no seu melhor, os problemas serão superados em seu devido tempo, portanto procure agir de forma tranqüila, focado no objetivo que é estar empregado.

Como você pode perceber, o comportamento é um fator determinante na hora de se conquistar um emprego.
Observe-se, pesquise e vença. Boa sorte!


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quarta-feira, 11 de outubro de 2006

Boca grande gera desemprego

Impressões Profissionais
por Débora Martins

Vivemos em tempos de relacionamento, portanto, vale prestar atenção a alguns pontos importantes para evitar erros ou acarretar prejuízos à sua carreira.

Aquelas horas de descontração no escritório, o almoço ou a saída com os colegas de trabalho, ao término do expediente, estes são ótimos momentos para colocar a conversa em dia.

Porém, tornou-se muito comum ouvir em locais públicos pessoas comentando sobre fatos negativos relacionados a seus clientes ou à empresa onde trabalham. Na maioria das vezes estes comentários incluem “nome e sobrenome”. O que a princípio pode parecer apenas uma colocação sem importância pode ter um peso relevante na captação de novos clientes.

Quando um funcionário adota este tipo de comportamento, sem que perceba, está declarando publicamente sua insatisfação com o respectivo emprego, além de difamar a imagem do cliente, conseqüentemente colocando em risco parcerias e negociações de sua empresa.

Este comportamento acontece com profissionais de várias áreas, que não estão preparados ética e emocionalmente para atuar em atividades relacionadas ao trato com clientes. É possível que o processo de terceirização, assim como qualquer mudança interna, faça o funcionário se sentir sem identidade. Mesmo assim, não existe justificativa para tal postura.

Portanto, é preciso resgatar a cultura de colaborador, o funcionário precisa voltar a vestir a camisa de sua empresa, sendo ético e agindo de acordo com as normas e procedimentos de sua organização.

Este, com certeza, não é um trabalho fácil. Porém, tornar o funcionário parte de alguns processos internos e envolvê-lo em atividades pode ser uma boa opção de integração.

Conhecer o organograma da empresa, as metas, os resultados alcançados, saber sobre o lançamento de novos produtos e serviços, participar de murais e ter acesso a Intranet, são itens primordiais para que o funcionário se sinta parte integrante do processo de conquista e retenção de clientes.


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