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terça-feira, 12 de agosto de 2008

“Só dá gente bonita”

Impressões Pessoais

por Débora Martins

Há muitos anos ouço pessoas falarem sobre lugares onde só dá gente bonita. Confesso que tenho algumas dúvidas. Afinal, se a pessoa não possuir um rosto simétrico, dentes branqueados a laser, cabelo e roupas super estilosas ela não entra num desses lugares? Será barrada?

Um segurança irá dizer - Sinto muito, o senhor não é bonito. Queira se retirar, por gentileza!

Hum... E os jogadores de futebol? Convenhamos que, em sua grande maioria, não são lá tão bonitos assim, mas eles entram, não entram?

Eu já fui a muitos destes lugares.
Opa! Então, sou bonita ou sou jogador de futebol?
Agora fiquei preocupada, quase perdi minha identidade diante de tantos questionamentos. Por mais que eu tente, não consigo (não quero) assimilar o que exatamente esta expressão significa, mas a considero pobre, muito pobre.

O que torna uma pessoa bonita é sua presença de espírito. Você já percebeu que há pessoas que iluminam o ambiente aonde chegam?
Algumas possuem um belo sorriso que encanta e contagia. Também há pessoas que são tão bonitas, mas tão bonitas que conseguem nos transmitir sensações agradáveis simplesmente por estarmos perto delas, só por vê-las, ouvi-las ou tocá-las. É muito gostoso.

Belo é, portanto, o que nos agrada, mas não só aos olhos. Nem todas as pessoas têm rostos e corpos bonitos, mas há pessoas que possuem um magnetismo inigualável, algo que transcende o entendimento do que realmente consideramos belo.

Quando nos afastamos do estereótipo de beleza que a mídia tanto valoriza e nos enfia goela abaixo, todos os dias, percebemos que o que realmente conta é a beleza interior.

“Beleza interior”, expressão gasta, que, no entanto, ainda serve para explicar algo intrínseco do ser humano. Isto porque o que temos de mais belo não se pode comprar, ajeitar ou preservar, mas pode ser aflorado.

Nossa, que profundo! Você percebeu que parei até de brincar? O engraçado é que quando comecei a escrever este texto não imaginava filosofar tanto, estava somente brincado com a idéia de separar as pessoas por castas. Mas, já que me aprofundei, vamos terminar em grande estilo com uma citação de Beethoven:

“Não há nada tão belo como aproximarmo-nos da Divindade e espalhar os seus raios pela raça humana”.

Gostou? Indique para um amigo. Clique aqui!

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Débora Martins é jornalista, consultora e palestrante organizacional com ênfase em Gestão de Pessoas e Desenvolvimento de Talentos.
Contrate. Acesse o site: http://www.deboramartins.com.br

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

In ou out, quem determina?

Impressões (muito) Pessoais

por Débora Martins

Um pensamento quadradinho, certinho, recheado de ordem e método e sem pretensão nenhuma de fazer alarde. Este é o jeito correto de agir. Será?

Teríamos, então, que falar sobre mulheres-aberrações, que contribuem para a educação de nossas crianças ensinando-as como se exibem para as mentes doentes dos pedófilos? (Opa! Sou mulher. Então, esse é um comentário considerado invejoso pela sociedade... Então ta!).

Podemos falar sobre os jovens de quarenta aninhos que dependem de seus pais, que peninha, são criancinhas que precisam de oportunidades. Empresários, vamos dar emprego para eles! E de política? Melhor não comentar...

Temos que estar na moda, ser sociáveis, amigos, e pessoas muito, muito agradáveis, sempre. Obviamente, isto ainda é possível. Mas quem disse que precisamos andar com a massa, ser a massa e contribuir com ela?

Podemos ser nós mesmos, com nossas mentes incríveis, e mudar o mundo, pelo menos o nosso. Desacreditamos da nossa sociedade. Por isto nos tornamos tão individualistas, desconsiderando o fato de que dependemos uns dos outros. Aprendemos com os outros, crescemos com os outros e precisamos de modelos. Precisamos de ícones para admirar. Na realidade, precisamos nos tornar estes ícones.

Todos os dias, logo pela manhã, leio artigos fantásticos sobre temas relacionados com crescimento, sucesso, mudança e superação. Seus autores não são grandes filósofos, muito pelo contrário, são homens e mulheres contemporâneos que decidiram reinventar a forma de pensar. E o que é melhor, dentro de um contexto realista.

Percebi que ainda somos capazes de nos surpreender e surpreender uns ao outros, sem medo do ridículo, sem medo do fracasso e o que é melhor com vontade de mudar. A nossa angústia de cada dia é positiva, é o que nos torna capazes de nos superarmos.

A ousadia renasce, as pessoas perdem o medo de permanecer na zona de conforto e partem para a luta. Como? Cada qual com as armas que possui. Mas estão tentando. Retomando os valores perdidos e sacudindo a letargia, essas são medidas de combate à inversão de valores de nossa sociedade.

Como diria Che Guevara "Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás."

Quando concordo eu agrado, quando discordo eu causo. Causando eu cresço, concordando eu esmoreço. Podemos mudar nossa sociedade. Por favor, pense nisso!

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Débora Martins é jornalista, consultora e palestrante organizacional com ênfase em Gestão de Pessoas e Desenvolvimento de Talentos.
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