terça-feira, 20 de novembro de 2007

Bonitinha, mas ordinária!

Impressões Pessoais
por Débora Martins

Você conhece as lojas Scene? Talvez haja uma em sua cidade.
Esta é com certeza a lojinha mais linda que eu já vi. Lá eles comercializam moda jovem unissex, cujo forte são os temas marinhos. A vitrine é um show, onde há golfinhos de todos os tamanhos e os tons bebês encantam. Agora entre, sim, entre para saber o que é ser mal atendido. Pera aí, eu disse mal atendido? Desculpe, o correto é d-e-s-g-r-a-ç-a-d-a-m-e-n-t-e atendido. Vou descrever de forma espacial: Parece que você é um ser de outra galáxia que está invadindo o planeta das vendedoras. Estas, que por sua vez estão debruçadas sobre o balcão, ignoram você e transmitem a maior carga de má-vontade do universo.
Na boa. Exageros e gracinhas à parte, esta é a segunda vez (veja como sou insistente) que tento comprar algo nesta loja, inclusive em cidades diferentes. Parece que adotaram um padrão desprezível e arrogante de atendimento. Bem, se são felizes assim isto já é outro papo. Agora, se um dia quebrarem, a culpa terá sido “do mercado”. Sorte que temos livre arbítrio, além de uma diversidade de opções. Não compro na Scene nem por decreto!

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sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Nem tudo é ruim!

Impressões Pessoais
por Débora Martins

Toda terça-feira é a mesma história. Acordo super disposta e quero fazer mil coisas. O que não realizei no final de semana nem na segunda-feira poderia muito bem ser realizado na terça.
Pela manhã sinto vontade de visitar minha mãe que mora do outro lado da cidade. Na hora do almoço quero encontrar uma amiga para um bate-papo. À tarde comer a torta de limão no restaurante Viena, e quando chega a noite nada mais justo que passear por aí, shopping, restaurante, barzinho, casa de amigos, etc. O importante é sair. Só tem um probleminha. Na minha cidade existe um negócio chamado Rodízio Municipal de Veículos. Pois é, a coisa funciona assim, em determinado dia da semana e pelo final da placa, meu carro não pode circular nas principais ruas e avenidas da cidade das 7 às 10 e das 17 às 20 horas. Se sair levo multa, viu? Pensando bem, graças a Deus que existe esse rodízio, pois além de desafogar o trânsito da cidade preserva nossos pulmões, e ainda ajuda a conter os impulsos de compra de muita gente, inclusive o meu. Afinal, há idéias que vêm para o bem.

Imagem Fonte: Blog do Estadão
Rodízio: um mal necessário

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quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Esse otimismo ainda me mata!

Impressões Profissionais
por Débora Martins

Pessoal, é impressionante como tem gente pessimista neste mundo. O cara já faz o negócio pensando que vai dar errado. Parece brincadeira. É com se estivesse se boicotando o tempo todo. O pior é que quem é assim nem percebe, e tenta convencer os outros de que na verdade o que acontece com ele é a Lei de Murphy.
Aposto que já se lembrou de alguém que trabalha ou já trabalhou com você, não é?
Isso também me recorda as sarcásticas tiras do Dilbert, que quando traduzidas para o português ganham maior impacto nestas questões.
Só para se ter uma idéia de como isso é crônico por parte de alguns indivíduos, vou dar um exemplo: Certa vez, quando trabalhava na redação de um jornal em São Paulo, o editor pediu matérias sobre bairros e suas diversidades.
Vocês não acreditam, eu fui a única pessoa que entregou pautas sobre cultura, variedades e benfeitorias do bairro.
Meus colegas entregaram laudas recheadas de desgraça. Conclusão: formam publicados e eu não.
Parece que este gosto pela calamidade vem-se acentuando a cada dia, tornando as pessoas mais catárticas do que nunca.
Bem, em meus textos já falei sobre vampirismo espiritual, gente chata e inconveniente, e principalmente sobre gente sem noção (entenda-se “cara que tem preguiça de pensar”), mas ultimamente esse povo pessimista ganha.
Falando em ganhar, pergunto: O que há de mais em assumir uma postura positiva, de bem com vida? Afinal, o que se perde com isso?
A partir do momento em que colocamos energia e fé em nosso cotidiano podemos, sim, apostar que as coisas podem-se tornar ótimas.
Tudo bem que existam pessoas que têm uma disposição natural para o otimismo. No entanto, acredito que com um pouco de esforço qualquer pessoa é capaz de ver as coisas pelo lado bom, esperando sempre uma solução das situações ainda que muito difíceis. Pense nisso!

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domingo, 11 de novembro de 2007

Com a paciência muito curta, curta mesmo

Impressões Profissionais
por Débora Martins

Você já percebeu como tem gente sem o que fazer por aí?
Outro dia vi quatro pessoas trocando o galão de água de um bebedouro. O impressionante é que ainda conseguiram se molhar! Mas não é só isso, ainda se pegaram numa discussão de duas horas sobre o tema: Será que gravata de seda encolhe?
Edificante, não?
Parece que tem gente que fica o dia inteiro se apegando a assuntos inúteis. Daí, como esse povo não trabalha acha que você também tem tempo para papinhos de aranha. Gente, precisamos criar um movimento anti-besteirol! Desculpem (olha eu novamente impondo minha vontade). Mas vamos analisar. Talvez o besteirol seja a única coisa que tenha restado na vida deles. Peguei pesado, xiii...

A Desestruturação das Perspectivas

Impressões Profissionais
por Débora Martins

Conflitos de valores, choques culturais, deficiência gerencial, falta de clareza, de perspectiva, de formação técnica específica, comunicação truncada, acomodação social, ganância pelo poder, desinteresse, reações e dificuldades emocionais e tudo mais permeiam as relações interpessoais e têm contribuído para o aumento da pressão dentro das empresas.

De certa forma, a situação gerada pela globalização, por privatizações, fusões entre empresas e a péssima administração política do país também têm contribuído para aumentar tensões dentro das organizações.

Seja pela constante ameaça de demissão ou pelo aumento da exigência técnica, os indivíduos sofrem, sobretudo com a velocidade das mudanças que atropela as pessoas e acaba por causar a desestruturação da perspectiva de futuro, ou ainda a perda de identidade cultural das organizações.

O problema é visto a olho nu, é crescente o número de indivíduos que sobrevivem nas organizações sentindo-se desmotivados, estressados, com baixa auto-estima e comportamentos defensivos.

Estes indivíduos cada vez mais acham conveniente não permanecer numa empresa cujas condições de trabalho ou cujo sistema de gestão não estejam de acordo com as suas expectativas. A grande maioria acredita que é melhor mudar de empresa do que mudar seu comportamento, mais fácil que tentar conviver em harmonia seria conviver em outro lugar.

Por outro lado, esta flexibilidade faz com que o indivíduo viva em constante sobressalto, sentindo a possibilidade, sempre presente, da não adaptação às exigências do mercado e, conseqüentemente, pressentindo o fantasma da demissão.

Parece que estamos à beira do fracasso das relações sociais; cada indivíduo se fecha completamente em seu mundo e resgatar o corporativismo é missão impossível, pois a falta de perspectiva gera uma carga de desmotivação que pode levar ao total desinteresse por maior esforço de autodesenvolvimento.

Para reestruturar as perspectivas destes indivíduos é preciso minimizar esses efeitos, buscando promover o comprometimento das pessoas na construção de relacionamentos mais saudáveis e de melhor qualidade. De certa forma, trata-se de assumir uma atitude positiva com relação ao outro indivíduo.

Porém, sempre lembrando que este está em busca de melhores condições de trabalho; melhores salários; um plano de carreira; mais segurança, além de maiores benefícios (assistência médica, treinamento, etc.).

Acredite! Um esforço conjunto pode mudar o quadro.

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segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Problemas? Todo mundo tem...

Impressões Pessoais
por Débora Martins

Meu cabelo hoje está terrivelmente enovelado. Já tentei de tudo, nem o xampu Seda Chocolate dá jeito no bicho. Pente, escova, secador, não tem conversa. Depois de algumas horas guerreando com minhas madeixas, decidi deixar esse negócio de lado e trabalhar um pouco.
Pois é, tem dia em que parece que tudo vai dar errado. Será que hoje é um desses dias? Opa! Não, não vou deixar que meu cabelo estrague meu dia. Sei que é coisa da minha cabeça; e não é que é mesmo? ahahah...
Já sei, vou ameaçar: Se você não tomar jeito eu te levo pra Nice! A Nice é minha cabeleireira. Detalhe, ela sempre corta uns 5 cm cada vez que me vê, e sem precisar pedir. Quem sabe assim ganho o respeito da cabeleira...


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Alegria pra viver

“A alegria não está nas coisas, está em nós”
- Goethe, Johann/Alemanha [1749-1832]

Impressões Pessoais
por Débora Martins

Eu sempre fui criança boba. Xiii... Qualquer coisa me alegrava. Na verdade, pensando bem, até hoje sou assim. “Dá um pedaço de papel e um lápis pra essa menina que ela fica feliz”, dizia minha mãe para meus parentes. Ao término do desenho eu só queria os aplausos e um lugar de destaque na geladeira. Brincava com pedaços de galhos das árvores do quintal e qualquer embalagem vazia, bastava pintar uma carinha para virar bonequinho. Sempre tive alegria em tudo. Pena que um dia a gente cresce e, infelizmente, não dá pra pintar carinha alegre sobre o rosto de gente carrancuda.
No entanto, dá sim pra ignorar e, sobretudo, não se deixar contaminar.
A alegria tem dessas coisas, nos torna joviais e festivos, mesmo que à nossa volta só exista gente chata. Quem não sabe pensa que alegria é uma espécie de alienação.
Bom para nós, que perdemos o juízo e nos apaixonamos pelo lado bom da vida.

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