terça-feira, 17 de março de 2009

Problemas de ordem micro

Impressões pessoais e profissionais
por Débora Martins

A recepcionista está com os olhos tingidos de amarelo. Não tem nada a ver com moda não, é a bílis do fígado mesmo. Amargou, mas amargou de um jeito com o pessoal do RH que nitidamente pode-se ver que ela não está bem. A emoção que está diretamente ligada ao fígado é a raiva. Isso a minha avó já dizia, porém hoje os estudos realmente comprovam que ressentimento, frustração e mágoa prejudicam muito o nosso corpo físico. Mas, vai saber. Afinal eu não estou dentro da pessoa, não é? Concordo com a recepcionista. Esse pessoal de RH às vezes tira a gente do sério, assim como esse pessoal de TI, do administrativo, da contabilidade, da diretoria, do marketing, do estacionamento... Enfim, todo mundo em algum momento nos desagrada.
Entretanto, podemos escolher. Vou ficar azedo e angariar uma doençazinha ou vou propor um debate sincero argumentando sobre meu ponto de vista? Então?
Por falta de diálogo um problema de ordem micro pode tornar o ambiente desagradável ou ainda ter conseqüências muito mais graves.
Mas, antes que você morra de curiosidade, vamos ouvir as partes:
RH – Havia esquecido de avisar a recepcionista da vaga que anunciaram.
Recepcionista – Estava sozinha na recepção (não podia ir ao banheiro) e recebeu mais de 100 candidatos só no período da manhã.
Parece bobo, não é? Mas garanto que conflitos diários talvez até menores que este azedam o dia de muita gente.

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Débora Martins é jornalista, consultora e palestrante organizacional com ênfase em Gestão de Pessoas e Desenvolvimento de Talentos.
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domingo, 15 de março de 2009

Foto da semana - Um som pra tocar no fundo da alma





Amigo Leitor,

Nesta semana desejo que amplie seus horizontes harmoniosamente, expandindo seus conceitos e se tornando uma pessoa mais aprimorada.
Que a música toque em sua alma e traga á tona o que tens de mais belo.
Uma semana iluminada!

Abraços,
Débora Martins

quarta-feira, 11 de março de 2009

Um texto do tipo “faça você mesmo”

Impressões pessoais e profissionais
por Débora Martins

Na minha casa é assim, se eu não ponho água no filtro, ninguém põe.
Acho que já aconteceu com você, esperar por alguma ação da parte de alguém e nada acontecer, não foi?
Sabe, isso definitivamente não é nada legal.
E assim segue: é um relatório que não fica pronto da data, o horário de uma reunião que é adiada, um projeto que fica atravancado esperando decisões. Enfim, quando todos fazem sua parte, o trabalho flui.
Falta consciência? Bronca? Ou nalguns casos transplante de cérebro. Será? Ai, que maldade... Hahaha!
A questão é que muitas pessoas não têm noção de que suas ações, ou melhor, a falta de comprometimento implica o bom desempenho de todo um grupo. Às vezes um feedback sincero ajuda.
No entanto, é fato, ensinar pelo exemplo é infinitamente mais eficaz do que por meio das palavras. Por isso precisamos nos auto-observar antes de criarmos coragem para falar e proceder de forma exemplar com os desregrados. Melhor mesmo é fazer nossa parte, não é mesmo?
Mas, voltando à água no filtro, esqueci de falar, eu moro sozinha.


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domingo, 8 de março de 2009

Um Fusca e muito aprendizado

Impressões Pessoais
por Débora Martins

Já contei ou não? Tive um Fusca 69, bege, cuja placa ainda lembro: BRB-8645. Vai vendo... O assoalho parecia o do carro dos Flintstones. Ele era meio preguiçoso, mas me lavava para todos os lugares, com exceção do litoral, que na verdade era o único lugar a que eu realmente queria ir.
Para que ninguém o roubasse, era preciso arrancar o cabo do distribuidor. É, malandro! Truque que aprendi com meu irmão Rogério.
Mas antes que você questione, naquela época, sim, roubavam-se Fuscas e Brasílias... Hahaha!
Ontem senti saudade de pilotá-lo novamente; Quase, quase peço ao meu vizinho. Mas não dá, o dele é de colecionador. Ui!
A modernidade às vezes cria uma distância muito grande das coisas que já nos foram úteis. É como se o velho tivesse que ser incinerado para dar lugar ao novo quase que imediatamente. Nalguns casos concordo, principalmente com relação a carros.
Seu Orlando, meu vizinho, dono do Fusca, tornou-se um dos meus mentores. Primeiro passei a admirá-lo por sua determinação em cuidar do seu Volks; depois pelas histórias de luta e sucesso.
Assim como os carros os seres humanos têm suas histórias, seus méritos, seus prêmios e muita quilometragem rodada. Entretanto, o mais interessante não está no brilho do capô, e sim nas histórias das viagens cheias de aventura e aprendizado.
Quase que me esqueço: Uma vez fomos para a praia em onze dentro do Fusca... Onze, acredita?

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sexta-feira, 6 de março de 2009

Agradecimentos, salves e denguinhos

Ah! Gente, uma hora dessas eu ainda infarto. Tudo bem que às vezes a gente até acha que não merece tanto carinho, mas a verdade é que merece sim... Hahaha!
Pois é, estou recebendo tantos mimos que há momentos em que penso que meu tempo está acabando e partirei para o céu (ou não?).
Enfim, vamos parar com toda essa autobiografia de agendinha de colegial e partir para o objetivo principal deste post, que é retribuir todo amor que venho recebendo. Vamos lá:

Agradecimentos

Clientes – Obrigada por acreditarem na espontaneidade do meu trabalho e na efetividade dos resultados.
Professores, colunistas e amigos da área – Não tenho palavras. Muito obrigada!
Amigos blogueiros – Pelos inúmeros selos e carinhos recebidos. Vou retribuí-los assim que possível.
Adriano – Por me mostrar como é importante sermos fortes e estarmos perto de Deus. É o que realmente faz sentido.
Vivizinha – Por ser um docinho e juntas percebermos que não estamos sós. Família, amigos e espiritualidade.
Eliana – Por saber que existem amizades que chegam na hora certa.
Mãe – Por se preocupar tanto. Confie em mim, OK?

Salve! Salve!
Zana – Feliz por saber que a distância não atrapalhará mais nossos papos filosóficos. Adoro seus conselhos.
Preta – Por ser minha irmãzinha de coração.
Renata – Por nossos papos, que ajudam o mundo a ficar mais bonito. :o)

Denguinhos
Alunos – Por falarem bem de mim. O que poderia desejar a vocês senão mais sucesso? Sucesso!
Vitor - Você? Poxa! Obrigada pelo presente. Você não existe!

Como diriam os monges tibetanos: Cada vez que trocamos conhecimento, crescemos dois centímetros. Hoje estou maior que o Burj Dubai, que ainda nem foi finalizado. Obrigada!

É modo de falar

Impressões Profissionais
por Débora Martins

Há cerca de dez anos fui funcionária numa multinacional do ramo de TI. Confesso que era muito bom trabalhar naquela empresa, pois o tempo todo se aprendia algo novo.

Tínhamos que ir a feiras e eventos da área quase todos os dias. Nossas mesas eram repletas de revistas (Linux, Www, PCMagazine, Exame, entre outras), líamos todas e não paravam de chegar e-mails com convites para cursos e palestras. Era muito bom.

Algumas pessoas cresciam e se desenvolviam muito bem lá dentro, já outras não suportavam uma semana. Pois é, muitos colaboradores não se adequavam a ter de ouvir do chefe a seguinte frase “É pra ontem!”.

Tudo naquele lugar era para ontem. Vejamos:

A água do bebedouro está acabando; mande alguém trocar, porque é pra ontem. Precisamos apresentar o projeto de terceirização, então necessito de três apresentações em PPT e é pra ontem. Contratação de pessoal é pra ontem. Estande na Comdex é pra ontem. E assim por diante.

O mais engraçado da história é que ninguém questionava. Geralmente, depois de ouvir um “é pra ontem”, as pessoas cabisbaixas saíam da sala com aquela sensação de urgente urgentíssimo e corriam atrás do lucro .

É óbvio que, na maioria das vezes, o trabalho sai uma caca.
Um dia decidi encarar o chefe e expus da seguinte forma: “Perdoe-me, mas ontem já passou, qual o novo prazo que o senhor me daria em dias ou horas para a execução deste trabalho?”.

Ele, entre risos, respondeu: “Menina, isso é modo de falar. Faça rápido senão te mando embora, viu?”

Hum... Então era só modo de falar. Simples assim!

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terça-feira, 3 de março de 2009

Foto do dia – Saudade do cappuccino... snif

Amigo Leitor,
Desabafo: Essa minha intolerância à lactose ta me matando. Mas como disse minha prima Rose: “O ser humano é o único mamífero que insiste em tomar leite depois que cresce”.

Eu quero!