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segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Relacionamento requer investimento

Impressões Pessoais
por Débora Martins

Quem disse que seria fácil?
Obviamente, isto dará um trabalho danado. Afinal, requer tempo, desprendimento e um gasto enorme de energia por conta dos “vampiros espirituais”, lembra?
Geralmente as pessoas se retraem por causa de decepções vividas em outras épocas e em áreas diferentes de sua vida; logo, pensam em confiança e se perguntam: Será que devo confiar nesta ou naquela pessoa?
Calma, quem disse que as cosias têm que ter uma resposta imediata do tipo “sim, sim” ou “não, não”? Você pode desenvolver relacionamentos mais leves, confiáveis e, por que não, descomprometidos. É saudável se preocupar com a qualidade de nossos relacionamentos, sejam eles sociais, profissionais, afetivos ou familiares. Mas como fazer?
Valorize-se, ou melhor, imponha seus limites.
Quando seus pais lhe ensinaram, lá na infância, a criar e manter bons relacionamentos, também ressaltaram a importância de ver todos com bons olhos; ou seja, tenha UMA ATITUDE POSITIVA com relação ao outro, mas não deixe que abusem de você.
A mágica dos bons relacionamentos está associada ao investimento que estamos dispostos a fazer para cada um deles.















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Débora Martins é jornalista, consultora e palestrante organizacional com ênfase em Gestão de Pessoas e Desenvolvimento de Talentos.
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segunda-feira, 9 de junho de 2008

“Amigos Virtuais” – E agora?

Impressões Pessoais
por Débora Martins

Lembro-me das festinhas que fazíamos com pouquíssimos recursos, na garagem lá de casa. Lona no portão, sem erro, era sinal de festinha na vizinhança. O melhor é que todo mundo era muito bem-vindo.
Comparando-me ao meu irmão adolecente, com certeza posso afirmar que hoje é muito triste. As amizades são, na sua maioria, virtuais, ou seja, o amigo nem sabe onde você mora e vice-versa.
Caramba! Meus amigos chamavam a minha mãe de “mãe”, abriam a geladeira e chegavam sem avisar. Era uma delícia!

Como ajudar nossos amigos?
Bem, como você percebeu muitas coisas mudaram. Os amigos precisam deixar de ser, ou se tornarem menos, virtuais para que a qualidade dos relacionamentos melhore.
Vejamos um exemplo de como os relacionamentos distanciados pela modernidade são frios e sem consideração.

Vira e mexe, recebo um e-mail de alguém que conheci em determinada ocasião. Às vezes pedindo um conselho ou simplesmente com um currículo anexado. Aí eu pergunto: Quem é você?

Poxa! Por mais que a gente se esforce, é difícil lembrar de tanta gente. Aí eu pergunto novamente: Como posso ajudar se não sei nada sobre você?

Olha como a coisa é complexa:

Caso 1
Fulano quer um conselho para tomar uma decisão relacionada a mudança de emprego.
Daí a pessoa envia uma mensagem. Quer explicar a situação atual, o que almeja e, é claro, falar sobre suas insatisfações. Agora imagine quantas linhas teria esse e-mail? Outra coisa, o que responder e como avaliar se não conhecemos o outro lado da história?

Caso 2
Beltrano te envia um currículo citando que conhece você lá da empresa XPTO...
E agora? Eu o conheci no passado, como vou indicá-lo, afinal eu não acompanhei seu desenvolvimento profissional. Será que ele é um bom profissional? Será que me arrisco a indicá-lo?

Precisamos de uma mudança urgente. Ei, passa aqui em casa.


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