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terça-feira, 17 de junho de 2008

Escrever bem - Educação na Comunicação

por Débora Martins e Iolanda Moura

Seu Creysson, com toda sua sabedoria e dom da palavra, já tem um lugar garantido no programa Casseta & Planeta da Rede Globo. Infelizmente trata-se de uma caricatura bem fiel de grande parte de nossa sociedade. Engraçado só na TV.
Mas quem ainda não tem lugar garantido na telinha precisa empenhar-se um pouco mais, e tornar sua escrita e comunicação corretas e atraentes para seu público diário.

O objetivo, com a série de artigos sobre Educação na Comunicação, é alertá-los sobre quão importante é adquirir dotes intelectuais, instruir-se e, sobretudo, obter o que se deseja utilizando-se de cortesia, simpatia e amabilidade.

Escrever bem e se comunicar de forma clara e objetiva tornaram-se, sem dúvida, habilidades extremamente atraentes para o mercado de trabalho. O profissional que consegue redigir um bom e-mail, por exemplo, evita problemas entre departamentos da empresa, picuinha entre colegas, e fica livre de, posteriormente, gerenciar um eventual mal entendido.

Vejamos o seguinte exemplo:

Assunto: (em branco)
Data: Thu, 12 Jun 2008 16:10:54 –0300
De: fulano@...
Para: beltrano@...

Me manda todo material que fale sobre atendimento. Estou fazendo um trabalho academico sobre lideração de empresas no mercado e queria contar com vc, me manda livros que tratam sobre o tema. Pode enviar agora. Desde já agradeço e peço disculpas é que tenho pressa.


Afinal, o emissor (fulano) que escreveu o e-mail acima quer exatamente o quê?

Percebam também outros pontos importantes:

Assunto - No campo assunto não há assunto, está em branco, logo pode não ser respondido com a prioridade que se deseja ou nem ser aberto, podendo ser considerando um spam pelo receptor.

Saudação - Não existe.

Mensagem - Confusa. Será que se está pedindo, mandando, exigindo algo de alguém ou simplesmente é necessária uma colaboração para realizar o trabalho? Sem contar os erros. O pior é que tem gente com MBA escrevendo assim.

Despedida - Não existe.

Como você pode perceber, existem muitos pontos a serem trabalhados. No tema de hoje, vamos mostrar como reescrever este e-mail de forma mais agravável e atraente ao leitor/receptor desta mensagem.

Vejamos como ficaria melhor:

Assunto: Trabalho acadêmico - Preciso de sua ajuda
Data: Thu, 12 Jun 2008 16:10:54 –0300

De: fulano@...
Para: beltrano@...

Prezado Beltrano,
Bom dia!

Estou fazendo um trabalho acadêmico sobre empresas líderes no mercado em qualidade no atendimento. Gostaria de contar com sua ajuda. Preciso de indicação de livros, apostilas ou link para sites. Caso tenha algum material disponível, poderia me enviar? O trabalho é para a próxima semana.
Desde já agradeço.


Atenciosamente,
Fulano
(outros dados de assinatura)


Sentiram a diferença?
O que parecia algo agressivo e infantilizado para um estudante universitário, por exemplo, tomou forma e respeitou o leitor/receptor.
Além de mais educada, a mensagem, agora como um todo, ressalta a importância que o receptor tem para o emissor.

Considere:

E-mails empresariais melhor que sejam polidos e mais formais, eles podem ser considerados documentos, certo? Mas nada impede que alguém seja mais carinhoso ou bem humorado com quem se tenha afinidades, porém dentro de estritos limites, seguindo os preceitos empresariais de pouca intimidade no ambiente profissional. Momentos mais íntimos, apelidos carinhosos, não são para horário de trabalho. E é importante evitar a nova linguagem que voga na internet, de abreviaturas e símbolos.

A leitura sempre é importantíssima para melhorar a comunicação. Tudo de bom que se leia com atenção é fundamental. Para resultados mais diretos, neste caso, jornais e revistas são mais apropriados, porque usam linguagem mais técnica e objetiva. Livros não técnicos usam linguagem literária, com palavras raras, estilo e figuras de linguagem, aqui desnecessários.

Bom mesmo é ler muito, e fazer cursos, estudar sozinho, quando possível. Uma coisa que funciona bastante é escrever muitos textos pra si mesmo, pedir a alguém que os corrija, e depois escrevê-los de novo tentando acertar. Isto pode ser feito até mesmo com os vários e-mails enviados em um período.



Algumas dicas:
·depois de vírgula ou ponto dê espaço, e use letra maiúscula depois dos pontos, ex.: Então, mande-me o documento. Use este e-mail.
·não dê espaço entre uma palavra e a pontuação seguinte a ela, seja vírgula ou ponto, ex.: Então, mande-me o documento.
·o primeiro e-mail do dia deve ser iniciado com um cumprimento – olá, bom dia, boa tarde – depois de colocar o nome do destinatário, ex.: Joel, olá!
·em seguida deve-se ir direto ao assunto, evitando complicações ao escrever
·não se esqueça de ser sempre gentil



Iolanda Moura mantém o site www.letraguia.com.br e há mais de sete anos atua como revisora de textos via web. Possui licenciatura Plena em Letras, foi preparadora de alunos para concursos e atende a projetos de graduandos, mestrandos e doutorandos para revisão de teses em universidades como USP, UNICAMP, UFSC, UnB, FGV, etc.
E-mail: letraguia@yahoo.com.br

terça-feira, 3 de junho de 2008

É verdade, os tempos mudam

Impressões Pessoais
por Débora Martins

Meu irmão Renato é temporão. Pois é, temos uma pequena diferença de idade, apenas 15 anos... xi!
Mas o Renato, além de muito precioso para mim, sempre me ajuda e contribui com meu trabalho, compartilhando suas experiências de relacionamento numa época completamente diferente da que vivi quando tinha sua idade.
De 1974 para 1989 muitas coisas aconteceram. É indiscutível que muitas mudanças ocorreram. Dentre elas a que considero mais relevante foi o advento da Internet, revolucionando a maneira como nos relacionamos.

Bem, diante desse verdadeiro laboratório de experiências de vida fica impossível não comparar e avaliar a qualidade dos relacionamentos ao longo dos anos.
Na minha época (olhe que naftalina...), sem nostalgia, posso afirmar que era muito saudável conviver em comunidade, ter amigos que faziam festinhas em casa e poder contar com a camaradagem dos vizinhos.

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sexta-feira, 30 de maio de 2008

A mágica dos bons relacionamentos está em mim

Impressões Profissionais
por Débora Martins

“Alegria vende!”
A primeira vez que tive contato com esta afirmação foi por meio de Eduardo Botelho, um grande homem de vendas, que infelizmente não está mais na terra. O mestre Botelho insistia em que um sorriso no rosto e uma atitude positiva podiam fazer verdadeiros milagres no momento da venda.
De fato ele sabia do que estava falando.
No entanto, quando comecei a pesquisar sobre relacionamento humano, me surpreendi com a influência que um simples sorriso pode ter nas pessoas. Um sorriso:

· aproxima;
· abre portas;
· espanta o mau humor;
· fortalece;
· inspira;
· alegra;
· quebra barreiras.

Qualquer pessoa que queira se relacionar deve possuir o que chamo de “cara boa”, ou seja, uma fisionomia agradável, propícia à aproximação.
Quando estamos perto de pessoas carrancudas logo imaginamos que são mal educadas, ignorantes e com indisposição para qualquer tipo de contato. No entanto, pode ser o contrário, ou seja, apenas uma expressão facial fechada.

Meu irmão Renato, por exemplo, tempos atrás chegou a me confidenciar que estava chateado porque não era paquerado como gostaria, ou pelo menos como os outros garotos de sua idade.
“Afinal, o que está acontecendo?” Ele mesmo se perguntava.
Como sou insuportavelmente sincera, respondi imediatamente;

COM ESSA CARA VOCÊ AFASTA AS PESSOAS!

Gente, um rapaz jovem e bonito sempre de cara fechada é algo muito triste. Ele precisava tomar uma atitude o mais rápido possível, porque este comportamento estava afetando sua vida social, e até mesmo a afetiva.
Parei para analisá-lo por alguns instantes, e percebi que ele fazia uso desta máscara de carrancudo para se proteger da sociedade.
Olha que coisa louca, ao entrar em um local que apresentava algum tipo de risco, como por exemplo um trem de subúrbio, ele inconscientemente se fechava. Este comportamento tinha como objetivo afastar pessoas desagradáveis que pretendiam importuná-lo durante sua viagem. É, mas o pior de tudo é que se esquecia de consertar o rosto em outros ambientes.
Ainda bem que não demorou muito para que ele se desse conta e mudasse de postura. Atualmente sente os benefícios de sorrir, e com certeza posso garantir que não se arrependeu.


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sexta-feira, 23 de maio de 2008

Você tem medo de gente?

Impressões Profissionais
por Débora Martins

Projete seus relacionamentos e confie nos resultados futuros

O que você quer ser quando crescer?
Desde criança nunca tive dúvidas, eu queria mesmo era escrever, sei lá, qualquer coisa, jornal, revista, livro ou bilhetinho. Brincava de escolinha, e sonhava em trabalhar em um escritório quando adulta. Não sabia muito bem o que as pessoas faziam num escritório, mas tinha certeza de uma coisa, eles escreviam o tempo todo. Nunca sonhei em ser princesa ou artista de TV, eu queira que as pessoas lessem o que eu escrevesse, só isto me bastava.
Pois é, muito do que somos hoje é resultado de nossos inocentes projetos infantis, sonhos e desejos que surgiram como brincadeiras. Com o passar do tempo, alguns foram abandonados, já outros ganharam muita força.
No entanto, há uma coisa que sempre nos afasta de nossos sonhos, o MEDO.
No artigo anterior da Série Gerenciando Relações, contei-lhe sobre muitas coisas que contribuem para que tenhamos bons relacionamentos como, por exemplo, a educação que recebemos de nossos pais.
Porém, o medo, algo interno que não depende absolutamente de ninguém, é um grande vilão quando o assunto é interagir com as pessoas.

Medo – Eta coisinha idiota!
Você já sentiu um medo terrível?
Eu já! Em 1999 morria de medo de homens de gravata. Olha que absurdo... Um sentimento completamente ilógico. Afinal, no escritório quase todo mundo usava gravata. Ôoo, com exceção das moças, é claro.
Finalmente minha ficha caiu, quando participei de uma reunião com meu chefe. Neste dia todos os participantes da reunião me colocaram contra a parede e eu não consegui argumentar. Outro agravante era o meu vocabulário, muito pobre, inclusive não condizente com o cargo que ocupava.
Gente! Eu passei uma das maiores vergonhas da minha vida, uma gerente de Vendas que vendia mas mal sabia se expressar.
Descobri que na verdade não tinha medo de homens que usavam gravata, a questão era minha pobreza de repertório que não era adequado o suficiente para encará-los. Era preciso reagir. Foi o que fiz!

Você tem medo de gente?
Muitas vezes o receio de nos colocarmos diante de algumas pessoas ou situações nos impede de relacionar. Perceba que isto acaba interferindo em todas as áreas, mas principalmente em nossa vida profissional.
Mas, pera aí, como vencer o medo?
Encarando-o, é claro! Mas não é só isso, você também deve assumir a responsabilidade sobre o que fazer com o resultado de sua decisão.
Quando percebi que tinha medo de me expor diante de meu chefe, compreendi que minha responsabilidade primordial era me reinventar como profissional. Logo, para que superasse meu medo teria que estudar, me reciclar e, sobretudo, fazer jus ao cargo que ocupava.
Talvez você esteja se perguntando se foi um processo fácil. Bem, meus olhos se encheram de lágrimas só de recordar este período.
Você se sente a pessoa mais incompetente do mundo e te provam isso, será que é fácil?

Você também é um pouco Fênix
Para que possamos combater qualquer medo, precisamos usar nosso poder de ave fênix e renascer das cinzas. Isto mesmo, juntar o pó e os resíduos da combustão do vexame e nos reconstruir. Caramba, nossa! Que coisa profunda... Ahahah
Mas é verdade. Em outras palavras, é preciso força de vontade.
Outro ponto importante é “não pagar pau pra ninguém”; gente, me perdoem pelo vocabulário, mas esta é a expressão que melhor se encaixa na situação.
Preocupamos tanto com o que os outros irão pensar ou dizer a nosso respeito que deixamos de nos relacionar, baseando-nos num pensamento pré-concebido.
Não importa se você está agradando ou não. O que realmente importa é que você esteja se relacionando. Algumas pessoas entram e saem de nossa vida tantas vezes que nem percebemos. Somente as pessoas que valem a pena permanecem. Mas como identificá-las?
Somente se relacionando!

Combatendo o medo
Ao darmos o primeiro passo no combate aos nossos medos, começamos a nos relacionar de forma mais leve, despreocupada. Algumas pessoas são verdadeiras caixinhas de surpresas, mas só iremos descobrir se as abrirmos.
Quando você era criança, aposto que não tinha tanto medo assim, lembra que sua mãe pedia: “Não fale com estranhos”.

Amigo, faça o seguinte, puxe a fita do laço desta caixinha, pois é somente assim que descobrirá como são as pessoas e como poderá se relacionar com elas. Fique tranqüilo, este é assunto do próximo artigo.

Reflexão:

Quando somos crianças, temos uma vaga idéia de como as coisas funcionam, mas quando crescemos começamos a compreendê-las. Relacionar-se tem destas coisas, medo insegurança e “neuras” infundadas. O melhor é preparar o espírito e assumir uma atitude positiva com relação aos outros.


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quinta-feira, 8 de maio de 2008

Nossos relacionamentos

Impressões Profissionais
por Débora Martins

Durante toda minha infância, uma das coisas que mais me aborrecia era lidar com crianças egoístas, isso mesmo, aquelas bem chatinhas, sabe?
Crianças que na escola não emprestavam seus lápis de cor, nunca partilhavam seu lanche, e jamais demonstravam interesse em ajudar os outros.
Sem contar aquele tipo de pestinha que para tudo recorria à desculpa da mamãe, “Minha mãe não deixa!”, “Minha mãe não quer!” O duro que é que este argumento era utilizado para as coisas mais bobas do mundo.
Mas não foi só na escola que tive oportunidade de conhecer crianças assim. Lá na rua, por exemplo, tinha uma menina que oferecia refrigerante para mim e para meus irmãos, mas na hora em que colocávamos os lábios no canudo a sem vergonha apertava-o com os dedos regulando a quantidade, é mole?
Enfim, estas crianças cresceram, mas por experiência própria (infelizmente) descobri que continuam adotando estes comportamentos no seu dia-a-dia, só que com um agravante, agora são adultos... Será?!
Afinal, do que estamos falando? Simples: RELACIONAMENTO!
Pois é, relacionamento é uma grande sacada, pois é por meio de nosso comportamento pessoal e social que conseguimos conviver com qualidade e obter vantagens em todas as esferas de nossa vida.
Só lembrando, não tenho como pretensão debater, tampouco me aprofundar, em temas psicológicos, científicos ou até mesmo espirituais, deixo para os especialistas.
O que quero mesmo é dividir com você meu conhecimento e minhas experiências, e falar acerca de como é importante se relacionar de forma saudável. Quem já conhece meu estilo, debochado e direto, bem, sabe que falo algumas verdades sobre relacionamento. Portanto, sinta-se à vontade para rir, chorar, mostrar para alguém ou, se for o caso, vestir a carapuça... Ahahah...
É a lei do retorno:
Lembre-se de não brigar com o garçom para que seu lanche não seja maculado.
Cumprimente o porteiro do prédio para que ele não te deixe na chuva por muito tempo. E assim por diante...
Para mim é muito importante esclarecer que meus artigos (de vocabulário simples) têm como único objetivo ajudá-lo a refletir sobre seus relacionamentos, sejam eles pessoais ou profissionais.
Portanto, façam seus meus lápis de cor... Ah, sim, minha mãe deixa!


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