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terça-feira, 8 de julho de 2008

Fazendo coisas grandiosas

Impressões Pessoais
por Débora Martins

A Linha 10 – Turquesa da CPTM ocupa o trecho entre as estações Luz e Rio Grande da Serra, ou seja, liga a região central de São Paulo ao ABC Paulista (região tradicionalmente industrial).
Foi construída pela extinta São Paulo Railway, posteriormente Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, inaugurada em 1867.
Na década de 1940, meu avô materno foi um dos imigrantes que ajudou a eletrificá-la. Não me recordo de ouvi-lo falar sobre o trabalho que desenvolvia na ferrovia, no entanto demonstrava muito orgulho por tê-lo feito. Se foi um trabalhador braçal, um eletricista ou assistente do engenheiro chefe, nunca vou saber, pois já se foi.
Às vezes achamos que nosso trabalho não tem muito valor, mas de repente pode se tornar algo grandioso.
Para meu avô, a estrada de ferro era, com toda certeza, mais que um lugar para se trabalhar. Hoje, no retrato sépia e degradado, ainda dá pra se ver um enorme sorriso de satisfação.



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terça-feira, 17 de junho de 2008

Escrever bem - Educação na Comunicação

por Débora Martins e Iolanda Moura

Seu Creysson, com toda sua sabedoria e dom da palavra, já tem um lugar garantido no programa Casseta & Planeta da Rede Globo. Infelizmente trata-se de uma caricatura bem fiel de grande parte de nossa sociedade. Engraçado só na TV.
Mas quem ainda não tem lugar garantido na telinha precisa empenhar-se um pouco mais, e tornar sua escrita e comunicação corretas e atraentes para seu público diário.

O objetivo, com a série de artigos sobre Educação na Comunicação, é alertá-los sobre quão importante é adquirir dotes intelectuais, instruir-se e, sobretudo, obter o que se deseja utilizando-se de cortesia, simpatia e amabilidade.

Escrever bem e se comunicar de forma clara e objetiva tornaram-se, sem dúvida, habilidades extremamente atraentes para o mercado de trabalho. O profissional que consegue redigir um bom e-mail, por exemplo, evita problemas entre departamentos da empresa, picuinha entre colegas, e fica livre de, posteriormente, gerenciar um eventual mal entendido.

Vejamos o seguinte exemplo:

Assunto: (em branco)
Data: Thu, 12 Jun 2008 16:10:54 –0300
De: fulano@...
Para: beltrano@...

Me manda todo material que fale sobre atendimento. Estou fazendo um trabalho academico sobre lideração de empresas no mercado e queria contar com vc, me manda livros que tratam sobre o tema. Pode enviar agora. Desde já agradeço e peço disculpas é que tenho pressa.


Afinal, o emissor (fulano) que escreveu o e-mail acima quer exatamente o quê?

Percebam também outros pontos importantes:

Assunto - No campo assunto não há assunto, está em branco, logo pode não ser respondido com a prioridade que se deseja ou nem ser aberto, podendo ser considerando um spam pelo receptor.

Saudação - Não existe.

Mensagem - Confusa. Será que se está pedindo, mandando, exigindo algo de alguém ou simplesmente é necessária uma colaboração para realizar o trabalho? Sem contar os erros. O pior é que tem gente com MBA escrevendo assim.

Despedida - Não existe.

Como você pode perceber, existem muitos pontos a serem trabalhados. No tema de hoje, vamos mostrar como reescrever este e-mail de forma mais agravável e atraente ao leitor/receptor desta mensagem.

Vejamos como ficaria melhor:

Assunto: Trabalho acadêmico - Preciso de sua ajuda
Data: Thu, 12 Jun 2008 16:10:54 –0300

De: fulano@...
Para: beltrano@...

Prezado Beltrano,
Bom dia!

Estou fazendo um trabalho acadêmico sobre empresas líderes no mercado em qualidade no atendimento. Gostaria de contar com sua ajuda. Preciso de indicação de livros, apostilas ou link para sites. Caso tenha algum material disponível, poderia me enviar? O trabalho é para a próxima semana.
Desde já agradeço.


Atenciosamente,
Fulano
(outros dados de assinatura)


Sentiram a diferença?
O que parecia algo agressivo e infantilizado para um estudante universitário, por exemplo, tomou forma e respeitou o leitor/receptor.
Além de mais educada, a mensagem, agora como um todo, ressalta a importância que o receptor tem para o emissor.

Considere:

E-mails empresariais melhor que sejam polidos e mais formais, eles podem ser considerados documentos, certo? Mas nada impede que alguém seja mais carinhoso ou bem humorado com quem se tenha afinidades, porém dentro de estritos limites, seguindo os preceitos empresariais de pouca intimidade no ambiente profissional. Momentos mais íntimos, apelidos carinhosos, não são para horário de trabalho. E é importante evitar a nova linguagem que voga na internet, de abreviaturas e símbolos.

A leitura sempre é importantíssima para melhorar a comunicação. Tudo de bom que se leia com atenção é fundamental. Para resultados mais diretos, neste caso, jornais e revistas são mais apropriados, porque usam linguagem mais técnica e objetiva. Livros não técnicos usam linguagem literária, com palavras raras, estilo e figuras de linguagem, aqui desnecessários.

Bom mesmo é ler muito, e fazer cursos, estudar sozinho, quando possível. Uma coisa que funciona bastante é escrever muitos textos pra si mesmo, pedir a alguém que os corrija, e depois escrevê-los de novo tentando acertar. Isto pode ser feito até mesmo com os vários e-mails enviados em um período.



Algumas dicas:
·depois de vírgula ou ponto dê espaço, e use letra maiúscula depois dos pontos, ex.: Então, mande-me o documento. Use este e-mail.
·não dê espaço entre uma palavra e a pontuação seguinte a ela, seja vírgula ou ponto, ex.: Então, mande-me o documento.
·o primeiro e-mail do dia deve ser iniciado com um cumprimento – olá, bom dia, boa tarde – depois de colocar o nome do destinatário, ex.: Joel, olá!
·em seguida deve-se ir direto ao assunto, evitando complicações ao escrever
·não se esqueça de ser sempre gentil



Iolanda Moura mantém o site www.letraguia.com.br e há mais de sete anos atua como revisora de textos via web. Possui licenciatura Plena em Letras, foi preparadora de alunos para concursos e atende a projetos de graduandos, mestrandos e doutorandos para revisão de teses em universidades como USP, UNICAMP, UFSC, UnB, FGV, etc.
E-mail: letraguia@yahoo.com.br

sexta-feira, 30 de maio de 2008

A mágica dos bons relacionamentos está em mim

Impressões Profissionais
por Débora Martins

“Alegria vende!”
A primeira vez que tive contato com esta afirmação foi por meio de Eduardo Botelho, um grande homem de vendas, que infelizmente não está mais na terra. O mestre Botelho insistia em que um sorriso no rosto e uma atitude positiva podiam fazer verdadeiros milagres no momento da venda.
De fato ele sabia do que estava falando.
No entanto, quando comecei a pesquisar sobre relacionamento humano, me surpreendi com a influência que um simples sorriso pode ter nas pessoas. Um sorriso:

· aproxima;
· abre portas;
· espanta o mau humor;
· fortalece;
· inspira;
· alegra;
· quebra barreiras.

Qualquer pessoa que queira se relacionar deve possuir o que chamo de “cara boa”, ou seja, uma fisionomia agradável, propícia à aproximação.
Quando estamos perto de pessoas carrancudas logo imaginamos que são mal educadas, ignorantes e com indisposição para qualquer tipo de contato. No entanto, pode ser o contrário, ou seja, apenas uma expressão facial fechada.

Meu irmão Renato, por exemplo, tempos atrás chegou a me confidenciar que estava chateado porque não era paquerado como gostaria, ou pelo menos como os outros garotos de sua idade.
“Afinal, o que está acontecendo?” Ele mesmo se perguntava.
Como sou insuportavelmente sincera, respondi imediatamente;

COM ESSA CARA VOCÊ AFASTA AS PESSOAS!

Gente, um rapaz jovem e bonito sempre de cara fechada é algo muito triste. Ele precisava tomar uma atitude o mais rápido possível, porque este comportamento estava afetando sua vida social, e até mesmo a afetiva.
Parei para analisá-lo por alguns instantes, e percebi que ele fazia uso desta máscara de carrancudo para se proteger da sociedade.
Olha que coisa louca, ao entrar em um local que apresentava algum tipo de risco, como por exemplo um trem de subúrbio, ele inconscientemente se fechava. Este comportamento tinha como objetivo afastar pessoas desagradáveis que pretendiam importuná-lo durante sua viagem. É, mas o pior de tudo é que se esquecia de consertar o rosto em outros ambientes.
Ainda bem que não demorou muito para que ele se desse conta e mudasse de postura. Atualmente sente os benefícios de sorrir, e com certeza posso garantir que não se arrependeu.


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sexta-feira, 30 de junho de 2006

EDITORIAL 125 - Como é Bom Sorrir!

Como sorrir é bom, não é?

Uma vizinha, aqui no meu prédio, vive implicando comigo. Todas às vezes que a encontro no elevador, ela diz: “Nossa, quanta alegria!”. Eu nem ligo. Talvez ela precise andar mais comigo...rs

Às vezes, quando a gente encontra um velho amigo, ouve uma boa piada ou quando assistimos uma comédia, rimos muito. As risadas são tantas, que podem fazer nosso rosto doer.

Você pode não se dar conta de que uma postura reservada é a causa de muitos problemas de comunicação. Você pode se permitir sorrir quando achar conveniente. Sorrir é bom e não custa nada; além de aproximar as pessoas, nos torna mais interessante.

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