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segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Você é parassimpático?

Impressões Pessoais
por Débora Martins

Talvez você tenha conhecimento de que existam alguns indivíduos dotados de dons extraordinários. Pessoas capazes de se comunicar em outras dimensões, que possuem forte intuição e ainda conectam-se telepaticamente com outros, encarnados ou não.

Enfim, paranormalidade, portanto, é toda informação que não pode ser explicada pelo nosso conhecimento científico atual ou que escapa à racionalidade do cérebro humano.

Mas, voltando ao título, o que será um parassimpático mesmo?
O termo parassimpático – em contexto de simpatia, o que agrada e atrai, inclusive colocado de forma até exagerada – não existia. Isto foi invenção de um dos meus estimados clientes durante uma agradável e criativa confusão de palavras. No entanto, aproveitamos o fato para analisar se realmente existem pessoas assim.

Será que existem pessoas ultra, mega e máster simpáticas?
Sim! Depois de um café chegamos à seguinte conclusão, sim, existem. Os parassimpáticos verdadeiramente estão entre nós, mas, por favor, não confunda com o “sistema nervoso parassimpático”, aí já é outro assunto.

Imagine conversar com alguém que encanta, um ser capaz de transcender nossas expectativas do que é relacionamento humano.
Não, não estou falando de algo impossível e que fuja a nossa compreensão. Também pode descartar o tipo falsão e interesseiro.
Estamos falando de sentimentos reais, de comportamentos espontâneos.

Calor humano, afeto e empatia. Pois é, não tem nada de anormal nisso, é apenas doação. Infelizmente, muitas pessoas não conseguem se entregar a esta agradável sensação de bem-estar. Ou estão com o pé atrás, ou querem apenas receber, sugar as energias boas dos outros.

Quem está disposto a oferecer apoio emocional e físico a quem esteja precisando – e, sobretudo, souber ouvir – receberá das pessoas exatamente aquilo que estará oferecendo, isto é, atenção e carinho.

Portanto, parassimpático atrai parassimpático. Basicamente, estando feliz estará atraindo pessoas felizes e positivas com as quais passará bons momentos. Isso não é resultado de um ponto de vista irreal que não reconhece os problemas e dores da humanidade, e sim o produto de um desejo verdadeiro de compreender e pertencer aos outros.


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Débora Martins é jornalista, consultora e palestrante organizacional com ênfase em Gestão de Pessoas e Desenvolvimento de Talentos.
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quinta-feira, 17 de julho de 2008

Por que ouvir é tão importante?

Impressões Profissionais

por Débora Martins

Pergunte a si mesmo: Como me sinto quando alguém me ouve sem interrupções? Provavelmente se sentirá uma pessoa importante.
Pois é, este é o principal efeito que o saber ouvir causa nas pessoas.

É só ouvindo que conseguimos saber o que dizer. Além do mais, quando se ouve uma pessoa com a devida atenção, pode-se ganhar mais confiança e estabelecer uma relação de empatia.

Mas ouvir não é apenas um requisito para conquistar pessoas, também é fundamental para tornar nossa comunicação fluente e nosso trabalho mais leve. É o caminho pelo qual se criam laços e compromissos de afeto pela compreensão mútua.

Há muitas vantagens em saber ouvir:

Ouvir pode ser uma solução para fazer com que inimigos tornem-se amigos. Afinal, é quando damos ao outro o espaço e a oportunidade para que possa expressar sua opinião.

Na vida social, por exemplo, ouvir pode transformar “papos” informais em negócios e oportunidades.

Nos negócios, o simples fato de ouvir pode transformar um cliente aborrecido em um cliente satisfeito e, quem sabe, até fazer ganhar um amigo. Ouvir o cliente é dar atenção a uma pessoa que merece respeito e aceitação. Não tem nada a ver com as normas de atendimento de uma empresa, e sim com um comportamento que proporciona ganhos em nossas relações interpessoais.

O ato de ouvir é quase tão importante quanto "o que está sendo ouvido", o que nos garante assimilar as informações para aprender e, efetivamente, corresponder ao que foi transmitido.

Ouvir atentamente encoraja as pessoas a conversar e cria uma atmosfera muito mais agradável.


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segunda-feira, 20 de novembro de 2006

Trecho da Entrevista Rede Vida TV - Como desenvolver e manter um bom ambiente de trabalho?

Entrevista Rede Vida
Veiculada em 20/11/2006 - 17:00h
Canais: 03 TECSAT/ 26 NET/ 27 SKY/ 73 TVA / 221 DIRECTV / 34 UHF


Rede Vida - Como fazer para desenvolver e manter um bom ambiente de trabalho?
Débora Martins - Quando pensamos em ambiente de trabalho logo associamos a imagem de um escritório, ou seja um ambiente carregado de estresse. Antes de tudo, devemos ter a consciência da importância de conviver em harmonia. Algumas pessoas já se acostumaram a viver em ambientes pesados, carregados de energias negativas, onde um incomoda o outro o tempo todo mas ninguém tem coragem de ser franco e de decidir por aparar as arestas. Ë necessário ter coragem e decidir por mudar as coisas. Ë chegar um dia no ambiente de trabalho e dizer: pessoal a gente vai ter que se entender!

Rede Vida - Os incentivos que a empresa oferece aos funcionários contribuem para o bom ambiente de trabalho?
Débora Martins - Sim. Com certeza, uma empresa que demonstra tal preocupação com seus colaboradores tem maiores chances de criar e manter um bom ambiente. O colaborador se sente acolhido e desenvolve maior disposição para o trabalho.

Rede Vida - A competitividade entre colegas de trabalho, para ver quem vende ou produz mais, pode prejudicar o bom ambiente de uma empresa?
Débora Martins - Sim. Principalmente quando o líder da equipe não possui maturidade suficiente para administrar, dentro da mesma equipe, ganhadores e perdedores. O líder deve ser imparcial e jamais menosprezar a capacidade dos que produzem menos.
Muito pelo contrário, deve incentivar e tentar descobrir quais são os fatores que influenciam de forma positiva ou negativa a produtividade da equipe.

Rede Vida - Quais as iniciativas mais recentes que as empresas vêm tomando para manter um bom ambiente de trabalho?
Débora Martins - Todos os dias, por sugestão dos próprios colaboradores, as empresas dispostas a criar esse bom ambiente inovam e surpreendem.
Algumas empresas criam salas de descompressão, gibiteca, salão de beleza, horta, sala de massagem e até sala do grito (com paredes anti-ruído).
Os colaboradores recebem bem estas idéias e se sentem satisfeitos.

Rede Vida - O que cada pessoa pode fazer individualmente para manter um bom ambiente de trabalho?
Débora Martins - Trabalhar o seu humor. Cada indivíduo deve ter consciência de que seu estado de humor influencia as outras pessoas do grupo. São gestos de gentileza e um vocabulário mais doce que tornam tudo mais leve e prazeroso.
Já visitei empresas onde as pessoas usavam a expressão “roubou” o tempo todo:
“quem roubou minha caneta?” Cinco minutos depois a pessoa que disse esta frase encontrou a caneta caída no chão.
Acusou os colegas de trabalho de roubo e depois não se desculpou. Agora imagine como é a convivência destas pessoas no dia a dia.


Rede Vida - Qual a importância de mesclar pessoas de origens e temperamentos diferentes para que se tenha um bom ambiente de trabalho?
Débora Martins - É muito importante, pois as pessoas que são agressivas tornam-se mais ponderadas. Os mais quietos, ou melhor, os introspectivos, começam a se soltar pois têm que se defender dos agressivos.
À primeira vista parece que todos irão se matar, mas acontece o contrário; todos ganham, pois aprendem a se relacionar e a respeitar os limites alheios.


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Débora Martins é jornalista, consultora e palestrante organizacional com ênfase em Gestão de Pessoas e Desenvolvimento de Talentos.
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sábado, 21 de outubro de 2006

Cliente interno, eu preciso de você!

Impressões Profissionais
por Débora Martins

Já está na hora de parar de reinventar a roda.
Sabe aquela idéia genial que só não foi pra frente por falta de apoio?
Pois é; o gerente de marketing pensa como você; mas vocês nem se conhecem direito!
Empresas focadas na qualidade não têm tempo a perder com sorrisos amarelos, é preciso interação.

Uma das maiores contribuições da qualidade para a gestão de empresas é o conceito de cliente interno. Infelizmente, até hoje o conceito de cliente interno não é muito difundido nas empresas.
Basta perguntar a um funcionário de uma empresa: "Quem é o seu cliente?" que uma boa parte vai te olhar estranho e responder: “Eu não tenho cliente, pois trabalho em um departamento interno da empresa”.

Para as empresas que ainda não adotaram o conceito de cliente interno a situação é muito complicada e os sintomas são:

-Jogo de transferência de responsabilidades
-Conflitos originários de “competições” entre áreas
-Gestores que assimilam tais conflitos e levam para o lado pessoal,
colecionando inimigos mortais
-Processos descontinuados por falta de apoio e comprometimento
-Aumento no número de reclamações
-Aumento no tempo de execução das tarefas
-Reuniões improdutivas

Portanto todos, sem exceção, devem saber da importância de seus clientes e fornecedores internos. A partir do momento em que todos perceberem que realmente precisam uns dos outros para se obter qualidade, surge aí uma nova empresa.
Assim como nos esforçamos para surpreender nossos clientes externos, precisamos repensar, pelo menos, no melhor relacionamento com nossos colegas de trabalho.


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terça-feira, 17 de outubro de 2006

Aprimore suas habilidades de bom ouvinte

Impressões Profissionais
por Débora Martins


Aprendemos a falar, ler e escrever quando ainda somos crianças, e aprimoramos essas técnicas no decorrer de nossas vidas. Hoje, dentro do ambiente organizacional, percebemos quão importante é treinar e desenvolver de maneira formal tais habilidades.

Acredito que tudo começa quando decidimos aprender a escutar.
Segundo estudo publicado na Supervisory Management, EUA, as pessoas passam 80% de suas vidas se comunicando. Desse total, 16% são gastos lendo, 9% escrevendo, 30% falando e 45% ouvindo.
A pesquisa ainda comenta o seguinte fato: as duas primeiras atividades são aprendidas na escola e a terceira é ensinada nos primeiros anos de vida. A escutar ninguém ensina, embora no dia a dia das organizações seja uma atividade tão, ou mais, importante que as outras.

Pode parecer simples, no entanto aprender a escutar é um processo complexo que exige certos princípios básicos, além de muita prática.
Um bom exemplo disso é uma história que o escritor americano Jeff Davidson colocou em seu livro.

Davidson conta que a primeira vez que percebeu sua deficiência comunicativa foi em uma reunião de negócios.
Segundo ele, um dos participantes tinha o hábito de gravar as conversas mais importantes; todas as vezes que se encontravam, lá estavam sobre a mesa o gravador e as fitas.

Certa vez, quando levou a fita para casa e resolveu escutá-la, ficou surpreso com a quantidade de idéias preciosas surgidas na reunião das quais já se havia esquecido. Lembra ainda que não fosse pela gravação metade das informações estaria perdida, pois mesmo suas anotações não cobriam tudo que estava registrado naquela fita. Então o escritor passou a se preocupar mais em escutar.
Descobriu que o melhor momento de registrar por escrito era depois, quando escutava fita.


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quinta-feira, 22 de junho de 2006

Como Atender Bem?

por Débora Martins

Esta é uma pergunta muito fácil de responder.
Para atender bem, devemos tratar o Cliente com respeito e empatia, agindo de maneira imparcial, argumentando de forma convincente, caso seja necessário, e, sobretudo, sendo um bom ouvinte.
Pronto! É só isso. Acabou.
Vamos! Pode ir ler outro artigo.

Bem, se seus olhos continuam acompanhando este novo parágrafo é porque você quer saber mais. Então, vamos nos aprofundar neste tema que, por incrível que pareça, nos dias atuais, ainda gera muito descontentamento, tanto para Clientes como para Empresas que, por não atenderem bem, acabam perdendo-os.

Vejamos. Nos primórdios da humanidade, o trabalho estava mais associado a sacrifício e, no decorrer da história, sua realização passa pela necessidade de segurança; já no momento atual, é visto também como uma fonte de satisfação pessoal e auto-realização.

Logo, percebemos imediatamente que o nível de satisfação pessoal do colaborador que atua na linha de frente da Empresa é o fator chave quando o tema é Qualidade no Atendimento.

A satisfação pessoal resulta, em algum nível, da realização de atividades de maior significância que abrangem uma gama maior de conhecimentos e habilidades e pré-disposição para realizar este trabalho que está intrinsecamente ligado ao desempenho dos seres humanos.

E não estamos falando de qualquer ser humano, não, e sim de pessoas satisfeitas com a vida. Vida, explico: dezenas de autores já discorreram sobre a interação do indivíduo com o meio e a importância da sua participação, cuja contribuição é essencial para o desenvolvimento efetivo do trabalho.

Um indivíduo que não consegue separar a vida pessoal da vida profissional transmite ao Cliente, seja ao telefone ou pessoalmente, toda sua insatisfação com o mundo.
Considerando esta linha de raciocínio, percebemos nestas condições que não existem mocinhos e vilões; na realidade, o relacionamento, bem como os valores organizacionais, devem estar claros para todos que trabalham em uma empresa, seja ela uma multinacional ou uma barraca de camelô.

O Cliente (aquele indivíduo também conhecido como consumidor que é a razão de qualquer empresa existir) merece ser bem atendido sempre.

Portanto, atender bem não tem nada a ver com poderes sobrenaturais, basta tratar o Cliente como você gostaria de ser tratado.
Atender bem é uma questão de atitude.

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Débora Martins é jornalista, consultora e palestrante organizacional com ênfase em Gestão de Pessoas e Desenvolvimento de Talentos.
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